segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Rescaldo do PTQ

Vou começar este artigo por falar dos resultados no PTQ. o Igor Barreiras ficou em primeiro lugar jogando de Aggro Loam. Pode-se dizer que ele teve muita sorte, já que haviam alguns matchups extremamente maus para ele que lhe passaram ao lado o torneio todo (especialmente Dredge e countertop, que se viam por todo o lado, são maus matchups para Loam e o Igor apenas apanhou 1 Dredge). Eu concordo, ele realmente teve sorte, mas acho que isso é também mérito dele. Afinal, foi ele que, sabendo os riscos que corria, decidiu jogar com o deck. Foi ele que arriscou e ao ganhar o evento, o mérito é, na minha opinião, exclusivamente dele.
Quero também salientar o facto do João André (mais conhecido como o Pirata) ter ficado em segundo lugar neste PTQ. O João jogou com um dos que eu considerei os melhores decks do ambiente (Gaea's Might), mas foi o facto de ele andar a jogar com o mesmo decks (salvo pequenas alterações) há já 1 ano que, na minha opinião, fez a diferença. Estamos a falar de um excelente nível de jogo necessário para fazer um bom resultado num PTQ e o á vontade que o Pirata demonstra com o deck é sem dúvida uma mais valia.

Quero acrescentar também que fiquei desiludido com o facto do Márcio e o Kuni não terem feito top8, mas até os grandes jogadores falham de vez em quando e a estranheza de eles terem ficado fora do playoff, só mostra o nível a que já nos habituaram. São sem dúvida dos melhores jogadores de Portugal e eternos candidatos á vitória em qualquer evento em que participem.

Vou agora falar dos membros da minha equipa (também é preciso falar mal de alguém certo?). Primeiro o Tiago. Quis ir de Countertop, mesmo depois de eu lhe dizer que o MonoBlue era melhor e foi o que se viu. Dropou cedo pq o deck não estava realmente ao nível do PTQ. Ele já devia saber que dar-me ouvidos é sempre positivo. De qualquer maneira, acho que ele vai corrigir esse erro e não duvido que será ele o vencedor do PTQ em Almada daqui a 2 semanas.
Em segundo, o Filipe Constâncio (mais conhecido por Fifi no mundo do magic - e por Pipas entre as gajas, n sei porquê....). O Fifi fez top8 de Doran. O deck em si não tem nada de diferente de tantos outros, excepto o facto de que ele é capaz de ter feito mais jogos com o deck do que todos os outros jogadores de Doran presentes no PTQ....TODOS JUNTOS. A sério, não sei dizer números certos, mas andamos há meses a testar o deck e ele desde muito cedo que escolheu jogar de Doran. Geralmente jogamos 2 a 3 vezes por semana e de cada vez fazemos entre 10 a 20 jogos. É muito jogo e o facto de ter um excelente companheiro de Playtesting (eu, lol) ajuda muito também. Adorava ter crédito pelo deck dele, mas na verdade é muito mainstream e as poucas alterações que levou, foram da autoria dele. De qualquer maneira, fez um excelente resultado (perdeu na meia-final para o Igor) e é um jogador a ter em conta nos próximos PTQs).
Por Fim, temos o Daniel Moura. O Daniel jogou com o meu deck (e não estou a dizer só a lista. Ele jogou fisicamente com o deck que eu ia jogar se não tivesse que arbitrar) e ficou a 2 pontos do Top8. Tendo em conta que ele nunca tinha pegado naquela versão do deck, acho que foi um excelente resultado. Isso e o facto de ter jogado na última ronda contra o Kuni. Precisava de uma victória, mas conseguiu apenas um empate. Foi pena, mas fico contente por ver que o meu deck tem todo o potencial que eu pensava que tivesse (e o Moura adaptou-se perfeitamente a ele). Em Almada vou jogar com esta lista (mais coisa menos coisa) e espero fazer Top8, tendo em conta o número de jogos e tempo q investi para fazer o deck. Quanto á lista, se a quiserem, peçam nos comentários. Não a vou divulgar sem que hajam alguns interessados em saber.

E do PTQ em Cascais é tudo. Fiquem bem

Luis


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

afinal vou arbirtar

Bem, e depois de tanta preparação, de tanto testing, recebi agora a noticia que vou arbitrar o PTQ de Cascais. É preciso ter azar. Já tenho o deck feito (e que deck) e agora tenho 2 hipóteses:
1)aceitar arbitrar o torneio
2)recusar e, consequentemente, por falta de outro nível 2 disponível, fazer com que este seja cancelado.
Obviamente vou pela primeira hipótese, mas é sempre chato. De qualquer maneira, serei o Head Judge do evento.
Quanto a decks, tenho andado a testar os decks do formato e acho que o meta (pelo menos os decks de Tier1) se resumem a:
- Affinity
- Doran
- Countertop
- Dredge

Há variações destes decks por todo o lado, mas acho q o meta se resume a isto. Pode-se falar também em RDW (ou na sua mais recente encarnação: 5 Color Domain), mas pelo que testei, o deck não me pareceu ao nível destes 4.
Quanto á pergunta de qual destes é o melhor, acho isso muito interessante. O facto é que temos uns decks que quanto mais fortes são, mais facilmente conseguem ser controlados por cartas de Sideboard. Os decks mais brutais são, sem dúvida, Dredge e Affinity (por esta ordem), mas são também os mais fáceis de controlar com o Sideboard. Por outro lado temos Doran e Countertop, que não sendo assim tão explosivos, são muito mais difíceis de controlar com meia dúzia de cartas de sideboard, porque são na sua essência decks completos com vários planos de jogo e muito versáteis. Assim, acho que tudo depende do gosto de cada um, do skill a jogar com cada deck e, acima de tudo, a atenção que cada jogador dá a cada matchup no seu sideboard. Por exemplo, ir jogar de Dredge é arriscado, mas pode compensar. Se o meta estiver cheio de hate, é deck para fazer 0-2 drop, mas se for subestimado, podem muito bem haver várias cópias no top8. É tudo uma questão de jogar com o ambiente e escolher o deck com que cada um se sente mais confortável.
É claro que não estou a dizer que apenas vão haver estes 4 decks. Longe disso. De certeza que vou ver decks como Tron, Scepter Boom, 5 Color Domain, Boros, RG Beats e outros. Estes 4 são apenas a minha previsão para os melhores resultados e os decks que eu acho melhores no ambiente. Não fico surpreendido que outros decks cheguem ao Top8 (especialmente nas mãos de bons jogadores), mas eu punha o meu dinheiro num destes (aliás, eu iria jogar com uma versão de um desses decks).

Quanto ao deck com que eu iria jogar, só o posso postar depois do evento (ou durante, se tiver ligação á net) porque o Daniel Moura vai aproveitar a minha falha e jogar com o deck. De qualquer maneira, assim que possa divulgarei a lista.
Entretanto, podem sempre ver os jogos do Moura no PTQ :)

E já agora, o deck Chama-se Duo Dinâmico, porque é um fruto do deckbuilding Conjunto meu e do Tiago Fonseca. Ele fez o deck base e eu fiz algumas alterações inovadoras e estranhas, mas que para mim faziam todo o sentido.
O Tiago vai acabar por não jogar deste deck, mas sem dúvida que sem ele não havia deck.

Bem, já chega de conversa. Ainda devo fazer mais um post antes do PTQ, mas se não fizer, vemo-nos em Cascais.

Luis

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sim, estou vivo

É só para dizer que estou vivo (não abram já o champanhe) e que não tenho escrito nada porque não tenho estado com cabeça para nada ligado ao Magic. Tenho um display de Morningtide para abrir quase há uma semana e ainda não lhe toquei, por isso tão a ver como estou.
Há, simplesmente coisas mais importantes que o Magic e preciso de uns dias para as pôr em ordem. Até breve.

Luis

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O valor do Sideboard: Wishes

Há já algum tempo que quero abordar este assunto. Kero falar de 6 cartas que, na maneira em como interagem com o jogo, são diferentes de todas as outras: os Wishes (para referência, Living Wish, Cunning Wish, Burning Wish, Death Wish, Golden Wish e Glittering Wish). Não vou falar de cada um em especifico (porque óbviamente cada um tem um power level diferente), mas sim do efeitode ir buscar cartas ao sideboard que eles nos proporcionam.
Há 2 tipos de usos que os mais diversos decks dão aos Wishes. O primeiro é aumentar o número de cópias de uma carta, como no deck Loam da época passada onde os Burning Wish contavam como os loams 4 a 7. Quanto a este uso não tenho nada a dizer. Num deck onde ter uma carta seja fundamental, os Wishes dão consistência ao Deck e são essenciais.
É em relação ao 2º tipo de uso que eu tenho problemas. Muita gente usa os Wishes como tutores de silver bullets e enchem o sideboard de alvos. Assim, conforme necessário, um wish pode transformar-se numa carta necessária num dado matchup.
A ideia que quero passar neste post é que os Wishes são más cartas. Sim, leram bem. São cartas que adicionam um custo de mana a um spell que queremos jogar (e que em principio é bom pelo seu custo apenas) e, para fazer isto, deficitam o nosso Sideboard. O Sideboard de um deck é muito importante durante um torneio e reduzir slots neste é algo que debilita decks.
Mas então, porque é que se jogam com Wishes? se são assim tão maus, não deviam ser jogáveis. E não são. Pelo menos neste segundo tipo de uso, os wishes não são algo que queiramos ter no deck. Eu sei que isto parece um pouco esquesito, mas deixem-me explicar.
Imaginem um deck com Living Wish. Quando kerem jogar um Shriekmaw, o que preferem? gastar 4B para o jogar, ou gastar 5GB? e preferem ter 14 slots no Sideboard ou 15? A questão que se pode pôr aqui, é que nem sempre queremos que os Wishes sejam Shriekmaws. Ás vezes precisamos de um Meddling Mage ou de outra criatura utilitária e é esta a força e o segredo dos Wishes (e a razão porque jogam).
Se repararem ao longo de uma época de extended, o uso de wishes em decks de topo (sempre neste segundo sentido do uso de wishes) vai diminuindo. A questão é que, no início da época, o ambiente está aberto e os jogadores não sabem muito bem o que vão encontrar em torneios, como tal, a versatilidade dos Wishes é algo valioso. Estas cartas permitem que um deck funcione e tenha respostas para as mais diversas ameaças que irá encontrar.
Á medida que a época avança, o metagame fica mais fechado e o número de decks competetivos (e o número de cartas usadas nesses decks) diminuí. Isso retira valor aos wishes. A este ponto, e voltado ao exemplo do Living Wish, já sabemos que 80% das vezes queremos ir buscar a criatura X, e então jogamos com ela em vez dos wishes, aumentando assim a qualidade do deck (e do Sideboard).
Conclusão: À medida que um formato amadurece, os Wishes vão perdendo jogabilidade e, quando usados pela versatilidade, vão perdendo o seu lugar nos decks. Analisando a evolução do metagame e as diversas decklists, podemos mais fácilmente atingir este objectivo. Isto é também importante a nivel pessoal, porque significa que dominamos o metagame suficientemente bem.

Luis

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Pré-Release de Setubal

Bem, finalmente aqui vai um pequeno resumo do que foi o Pré-Release de Setúbal no Sábado.
Infelizmente não posso dizer que tenha corrido muito bem. Houve uma gaffe na escolha do material para o evento e quando íamos começar a distribuição das listas de Lorwyn, verificámos que não estavam lá. Aparentemente ninguém as pôs no pacote do evento. Não sei se estão a ver a gravidade da situação, mas sem listas não há maneira de controlar a batotice na construção dos decks. Vi-me confrontado com uma escolha: ou fazia o torneio sem listas ou cancelava o evento. Optei pela primeira hipótese, pois achei que a segunda iria desagradar muito mais os jogadores. Alguns jogadores acharam mal, mas confrontados com a outra hipótese, acho que todos concordaram com a minha decisão (até porque a maior parte das pessoas vai lá para se divertir).
O torneio em si correu sem incidentes (tirando o facto de no caminho para casa ter ficado sem travões no carro, mas como não morreu ninguém, isso não interessa para nada) e com 46 jogadores e 2 side-events á tarde, acabámos tudo antes das 19h (o que é bom). no fim quem ganhou foi o Filipe Constâncio. De certa forma fiquei contente por ele ter ganho, simplesmente porque ele foi no carro comigo e almoçou no mesmo sitio que eu e, por isso, tenho a certeza que ele não alterou o deck. Ao menos o vencedor foi justo.
Quanto ás cartas, não tive muito tempo para as ver, mas reparei numa combo decente(que é óbvia, por isso espero que todos a tenham visto). Há um tritão que quando se vira põe uma criatura tritão mago 1/1 em jogo e há outro que faz os magos entrarem com um contador +1/+1 em jogo e com o qual se podem remover contadores desses para comprar cartas. Gostei :)

Bem, e de Setúbal é tudo. Aquele pessoal é sempre divertido e gosto de arbitrar torneios lá, mas espero que da próxima vez tenha o material todo...

Luis

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tar doente é tramado

É só para avisar quem estava á espera de um post ontem ou hoje sobre o Pre-Release que vão ter que esperar até amanhã.
Estou um bocado doente (estou assim desde Sábado á tarde) e não tou em condições de falar de Magic. Espero que entendam e até amanhã.

Luis

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mais uma edição, mais um Pré-Release

E chegou finalmente. Amanhã por esta hora a maior parte dos jogadores de Magic em Portugal estará a jogar um Pré-Release. Chega Morningtide, a nova expansão do bloco de Lorwyn e com ela um novo formato limitado, marginais mudanças em Standard e uma ou outra carta que talvez jogue em Extended.
Sinceramente ainda não sei que cartas estão na edição. Este fim-de-semana vou estar a arbitrar o Pré-Release de Setubal e, como tal, acho muito mais divertido ficar a conhecer as cartas in loco (e geralmente depois, quando chego a casa, vejo o que me faltou). De qualquer maneira, parece que não há palavra de cartas extremamente poderosas ou que venham a ter impacto em construído, por isso não estou excepcionalmente ansioso pela expansão.
Quando souber ao certo as cartas que compõe a expansão, dedicarei alguns posts a ela, mas para já é altura de Pré-release, onde o mais importante é a diversão. Ninguém quer saber se as cartas são boas ou más e ninguém pensa no impacto do que quer que seja. Durante um dia, o objectivo é só 1: Diversão (e talvez ganhar alguns packs de Morningtide ;)), por isso desejo-vos um dia muito divertido e boa sorte com a Pool.

PS: Se algum de vocês for jogar a Setúbal, digam qualquer coisa. É sempre bom ter feedback em relação ao Blog.

Luis