quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sim, estou vivo

É só para dizer que estou vivo (não abram já o champanhe) e que não tenho escrito nada porque não tenho estado com cabeça para nada ligado ao Magic. Tenho um display de Morningtide para abrir quase há uma semana e ainda não lhe toquei, por isso tão a ver como estou.
Há, simplesmente coisas mais importantes que o Magic e preciso de uns dias para as pôr em ordem. Até breve.

Luis

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O valor do Sideboard: Wishes

Há já algum tempo que quero abordar este assunto. Kero falar de 6 cartas que, na maneira em como interagem com o jogo, são diferentes de todas as outras: os Wishes (para referência, Living Wish, Cunning Wish, Burning Wish, Death Wish, Golden Wish e Glittering Wish). Não vou falar de cada um em especifico (porque óbviamente cada um tem um power level diferente), mas sim do efeitode ir buscar cartas ao sideboard que eles nos proporcionam.
Há 2 tipos de usos que os mais diversos decks dão aos Wishes. O primeiro é aumentar o número de cópias de uma carta, como no deck Loam da época passada onde os Burning Wish contavam como os loams 4 a 7. Quanto a este uso não tenho nada a dizer. Num deck onde ter uma carta seja fundamental, os Wishes dão consistência ao Deck e são essenciais.
É em relação ao 2º tipo de uso que eu tenho problemas. Muita gente usa os Wishes como tutores de silver bullets e enchem o sideboard de alvos. Assim, conforme necessário, um wish pode transformar-se numa carta necessária num dado matchup.
A ideia que quero passar neste post é que os Wishes são más cartas. Sim, leram bem. São cartas que adicionam um custo de mana a um spell que queremos jogar (e que em principio é bom pelo seu custo apenas) e, para fazer isto, deficitam o nosso Sideboard. O Sideboard de um deck é muito importante durante um torneio e reduzir slots neste é algo que debilita decks.
Mas então, porque é que se jogam com Wishes? se são assim tão maus, não deviam ser jogáveis. E não são. Pelo menos neste segundo tipo de uso, os wishes não são algo que queiramos ter no deck. Eu sei que isto parece um pouco esquesito, mas deixem-me explicar.
Imaginem um deck com Living Wish. Quando kerem jogar um Shriekmaw, o que preferem? gastar 4B para o jogar, ou gastar 5GB? e preferem ter 14 slots no Sideboard ou 15? A questão que se pode pôr aqui, é que nem sempre queremos que os Wishes sejam Shriekmaws. Ás vezes precisamos de um Meddling Mage ou de outra criatura utilitária e é esta a força e o segredo dos Wishes (e a razão porque jogam).
Se repararem ao longo de uma época de extended, o uso de wishes em decks de topo (sempre neste segundo sentido do uso de wishes) vai diminuindo. A questão é que, no início da época, o ambiente está aberto e os jogadores não sabem muito bem o que vão encontrar em torneios, como tal, a versatilidade dos Wishes é algo valioso. Estas cartas permitem que um deck funcione e tenha respostas para as mais diversas ameaças que irá encontrar.
Á medida que a época avança, o metagame fica mais fechado e o número de decks competetivos (e o número de cartas usadas nesses decks) diminuí. Isso retira valor aos wishes. A este ponto, e voltado ao exemplo do Living Wish, já sabemos que 80% das vezes queremos ir buscar a criatura X, e então jogamos com ela em vez dos wishes, aumentando assim a qualidade do deck (e do Sideboard).
Conclusão: À medida que um formato amadurece, os Wishes vão perdendo jogabilidade e, quando usados pela versatilidade, vão perdendo o seu lugar nos decks. Analisando a evolução do metagame e as diversas decklists, podemos mais fácilmente atingir este objectivo. Isto é também importante a nivel pessoal, porque significa que dominamos o metagame suficientemente bem.

Luis

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Pré-Release de Setubal

Bem, finalmente aqui vai um pequeno resumo do que foi o Pré-Release de Setúbal no Sábado.
Infelizmente não posso dizer que tenha corrido muito bem. Houve uma gaffe na escolha do material para o evento e quando íamos começar a distribuição das listas de Lorwyn, verificámos que não estavam lá. Aparentemente ninguém as pôs no pacote do evento. Não sei se estão a ver a gravidade da situação, mas sem listas não há maneira de controlar a batotice na construção dos decks. Vi-me confrontado com uma escolha: ou fazia o torneio sem listas ou cancelava o evento. Optei pela primeira hipótese, pois achei que a segunda iria desagradar muito mais os jogadores. Alguns jogadores acharam mal, mas confrontados com a outra hipótese, acho que todos concordaram com a minha decisão (até porque a maior parte das pessoas vai lá para se divertir).
O torneio em si correu sem incidentes (tirando o facto de no caminho para casa ter ficado sem travões no carro, mas como não morreu ninguém, isso não interessa para nada) e com 46 jogadores e 2 side-events á tarde, acabámos tudo antes das 19h (o que é bom). no fim quem ganhou foi o Filipe Constâncio. De certa forma fiquei contente por ele ter ganho, simplesmente porque ele foi no carro comigo e almoçou no mesmo sitio que eu e, por isso, tenho a certeza que ele não alterou o deck. Ao menos o vencedor foi justo.
Quanto ás cartas, não tive muito tempo para as ver, mas reparei numa combo decente(que é óbvia, por isso espero que todos a tenham visto). Há um tritão que quando se vira põe uma criatura tritão mago 1/1 em jogo e há outro que faz os magos entrarem com um contador +1/+1 em jogo e com o qual se podem remover contadores desses para comprar cartas. Gostei :)

Bem, e de Setúbal é tudo. Aquele pessoal é sempre divertido e gosto de arbitrar torneios lá, mas espero que da próxima vez tenha o material todo...

Luis

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tar doente é tramado

É só para avisar quem estava á espera de um post ontem ou hoje sobre o Pre-Release que vão ter que esperar até amanhã.
Estou um bocado doente (estou assim desde Sábado á tarde) e não tou em condições de falar de Magic. Espero que entendam e até amanhã.

Luis

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mais uma edição, mais um Pré-Release

E chegou finalmente. Amanhã por esta hora a maior parte dos jogadores de Magic em Portugal estará a jogar um Pré-Release. Chega Morningtide, a nova expansão do bloco de Lorwyn e com ela um novo formato limitado, marginais mudanças em Standard e uma ou outra carta que talvez jogue em Extended.
Sinceramente ainda não sei que cartas estão na edição. Este fim-de-semana vou estar a arbitrar o Pré-Release de Setubal e, como tal, acho muito mais divertido ficar a conhecer as cartas in loco (e geralmente depois, quando chego a casa, vejo o que me faltou). De qualquer maneira, parece que não há palavra de cartas extremamente poderosas ou que venham a ter impacto em construído, por isso não estou excepcionalmente ansioso pela expansão.
Quando souber ao certo as cartas que compõe a expansão, dedicarei alguns posts a ela, mas para já é altura de Pré-release, onde o mais importante é a diversão. Ninguém quer saber se as cartas são boas ou más e ninguém pensa no impacto do que quer que seja. Durante um dia, o objectivo é só 1: Diversão (e talvez ganhar alguns packs de Morningtide ;)), por isso desejo-vos um dia muito divertido e boa sorte com a Pool.

PS: Se algum de vocês for jogar a Setúbal, digam qualquer coisa. É sempre bom ter feedback em relação ao Blog.

Luis

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

5 cartas subvalorizadas em Extended

Hoje vou-vos falar sobre 5 cartas que, segundo a minha opinião, deviam jogar mais em extended do que o que vemos correntemente. A questão é que o Magic é cada vez mais um jogo de repetição e cópia. Se alguém se dá bem com um deck num evento, todos copiam esse deck e jogam com ele no próximo torneio. Ao fim de um tempo, temos um metagame feito e ninguém (ou quase ninguém) pensa em explorá-lo. Ora, não é preciso ser um génio para perceber isto: num metagame previsível, quem tiver a inovação tem uma vantagem decisiva.
Por tudo isto, decidi dar-vos um pequeno empurrão para que inovem o jogo e tentem montar um deck diferente do que temos até agora em extended.

1. Tombstalker - Esta criatura foi muito falada antes do PT Valência e os jogadores portugueses até jogaram neste evento com um deck que se focava em jogar um Stalker o mais rápido possível. Eu não partilho da opinião de que esse tipo de deck venha a ter sucesso (neste metagame, meter todos os ovos no mesmo saco não é uma boa estratégia), mas a verdade é que esta criatura é ideal para o Metagame e devia ser muito mais jogada. Primeiro, tem um custo proibitivo para Counterbalance: Não estou a ver counterbalance a ter uma carta de custo 8. Depois, é extremamente barato (com fetches e outros spells, facilmente custa 2 de mana) e voa, o que neste metagame se está a tornar uma habilidade brutal. Por fim é ainda capaz de reduzir a eficiência da criatura mais jogada em extended :Tarmogoyf. Tudo isto por 2 de mana???? Porque é que ninguém joga com ele?

2. Annul - Ok, esta é talvez melhor usada como carta de sideboard, mas a verdade é que tirando o Doran (e é por esta razão que relego a carta para sideboard: não quero ter cartas mortas na mão no matchup de Doran), todos os decks têm artefactos ou encantamentos que queremos manter fora de jogo a todo o custo. Como diz o Patrick Chapin, a melhor carta deste ambiente é de longe O Sensei's Divining Top. Muitos decks não existiriam sem esta carta. É o pivot de muitas estratégias e ser capaz de anular esta carta por um de mana pode virar um jogo a nosso favor. Para além disso o Annul contraria Vedalken Shackles, Engineered Explosives, Pernicious Deed, Counterbalance, Mindslaver, Astral Slide (e não me venham dizer que ninguém joga de Slide), etc. As opções são infindáveis e o Annul vai justificar os slots em qualquer deck onde o usem.

3. Damping Matrix - Esta carta era usada há uns anos em White Weenie para ganhar vantagem. O deck não tinha habilidades que ficassem paradas por causa deste artefacto, mas todo o resto do meta era severamente lesado por este efeito. Ora, depois de todo este tempo, temos um Meta parecido. No Doran control não há uma única carta que seja parada por este efeito e se virmos todos os outros decks jogados, Damping Matrix é uma dor de cabeça. Mais uma vez, pára Sensei's Divining Top, mas também outras cartas importantes para os mais variados decks, como Meloku, Mindslaver, Engineered Explosives, Vedalken Shackles, etc. É, como o Annul, uma carta que põe em Check as principais cartas do Meta, mas para ser usado por estratégias de beatdown que não usam azul.

4. Life from the Loam - O que aconteceu com esta carta? O ano passado, para onde que que olhasse, haviam jogadores a usar o famigerado Life. Haviam até decks que não funcionavam sem ele. O que aconteceu ao melhor draw spell do ambiente? É verdade que com counterbalance o Life é um alvo fácil de abater, mas vamos deixar de jogar com cartas boas só porque podem ser anuladas? E nem todos os decks jogam com Counterbalance. Na minha opinião, o futuro desta carta passa por um deck UG que tenha o factor de controlo e que seja capaz de anular o counterbalance e que use o Life para draw em vez dos habitualmente usados Thirst For Knowledge e Fact or Fiction. Não sei se estou a ser demasiado ambicioso, mas na minha cabeça, parece um deck perfeitamente viável... Talvez um dia destes aprofunde o assunto.

5. Envelop - Bem, deixei esta carta para último porque é muito especifica. Na minha opinião é a carta mais necessária para jogar o matchup Countertop vs. Doran. Pelos jogos que fiz neste matchup, a resposta que o Doran tem para as ameaças do Countertop é sempre a mesma: Vindicate. Vindicate no Counterbalance, Vindicate nas Shackles, Vindicate no Goyf, Vindicate nas Threads. Epá, que carta mais chata... o Envelop é capaz de manter o Vindicate sobre controlo por apenas um de mana e por isso achei que valia a pena incluí-la nesta lista (isso e porque uma lista de 5 cartas é esteticamente mais apelativa do que uma de 4... Tem a ver com o número de dedos de um ser humano....).
Têm mais ideias de cartas que são subvalorizadas em Extended? Deixem um comentário.

Luis

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Parem de olhar para baixo

Porque é que a maior parte dos jogadores razoáveis em Portugal, quando está a jogar, está sempre a olhar para a sua mão? Será assim tão difícil decorar 7 cartas? Porque é que têm que estar sempre a relembrar. Não é que seja muito importante decorar a mão, mas ao fazê-lo, libertamos os nossos olhos para olharem para a maior fonte de informação do jogo: O nosso oponente.
O Magic é acima de tudo um jogo de vantagem. Todos os baralhos e todas as estratégias tentam ganhar através da obtenção de um certo tipo de vantagem. A vantagem é um assunto um pouco abstracto e demasiado longo para expor neste post, mas, para este texto, apenas precisamos de ter uma coisa como garantida: Um aumento de informação dá origem a uma vantagem, ou seja, quanto mais informação tivermos num jogo, mais possibilidade temos de o ganhar. Esta correlação é bastante lógica e simples de perceber.... e se é assim, porque raio é q não param de olhar para baixo????? Têm á vossa frente a maior fonte de informação do jogo (o vosso oponente), porque é que não aproveitam?
A sério, este assunto fascina-me (pela negativa). Se virem um bom jogador a jogar (e há alguns em Portugal) eles passam muito tempo do jogo a olhar para o oponente, a observar reacções e isso dá-lhes informação preciosa sobre o jogo.
Concluindo, não se esqueçam: habituem-se a observar os vossos oponentes e vão ver que o vosso jogo melhora imediatamente.

PS: Estou a pensar em escrever um artigo a falar de como obter esta informação de um oponente e como a usar e interpretar. Acham interessante? Já que parece que ninguém comenta este blog de livre vontade, gostava que ao menos me respondessem a esta pergunta.

Luis