sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fernando Pessoa

Desta vez apeteceu-me escrever um post diferente. Uma espécie de Hibrido... Enquanto que o tema continua a ser Magic, vou tentar ser um pouco educativo e ajudar o pessoal do 12º ano a ter melhor nota a Português (escusas de agradecer Moura ;p).
Para mim, o Fernando Pessoa foi o melhor escritor da história do Mundo. A maneira como ele escrevia e a quantidadede obras que tem são simplesmente barbáricas. Pessoa (que viveu entre 13 de Junho de 1888 e 30 de Nevembro de 1935) foi um génio da escrita e do pensamento que estava á frente do seu tempo e, na maior parte da sua obra, até á frente do nosso. Muito do que Pessoa escreveu é ainda um mistério para os estudiosos, mas numa coisa todos concordam: Pessoa era um visonário.
Poderia estar aqui a escrever sobre Pessoa horas a fio. É, sem dúvida, o Português que mais admiro em toda a nossa história, mas a ideia é falar de Magic e se bem que Fernando Pessoa não está directamente ligado ao Magic, uma das suas Obras (talvez a mais famosa), a Mensagem, está.
Para quem não conhece, a Mensagem é um livro de poemas escrito por Pessoa que é, na sua essencia, como que um perfil do Povo Português.
O livro é dividido em 3 partes: Brasão, Mar Português e O Encoberto. Enquanto que as 2 primeiras partes tratam do passado do nosso pais, a terceira parte trata do presente (digamos, de Portugal no século XX) e acima de tudo do Futuro. Como que um profeta, Pessoa afirma que, como no passado fomos os pioneiros do Mar, seremos, no futuro, os pioneiros do Pensamento. Pessoa fala de um Quinto Império que será grandioso, á semelhança do passado colonial Português, mas no dominio mental, em vez do já ultrapassado dominio fisico. Pessoa acreditava que Portugal se iria transformar numa potência do Pensamento.
Acreditando ou não em Pessoa, a verdade é que os Portugueses, mesmo com poucos recursos, têm provado ser dos povos mais capazes do planeta e dos mais interessados em novas tecnologias. Como previu Pessoa há quase um Século, a Coragem que nos levou a enfrentar os perigos desconhecidos dos mares, levanos agora a explorar o pensamento. E tal como ele previu, estamos a provar ser bons nisso.
Por esta altura devem estar a pensar onde está o Magic no meio disto tudo, mas não é evidente? Um pais tão pequeno como o nosso tem o actual melhor jogador do Mundo, tem 5 jogadores que já jogaram top8s de Pro Tours e alguns mais que, com algum treino e preserverância, lá chegarão. Dado o tamanho de Portugal, somos uma potência do Magic. Espanha, que tem o triplo do tamanho de Portugal, não tem metade da nossa exposição no Mundo do Magic. Pensem nisso.
Eu pessoalmente acho que o Pessoa tinha muita razão e acho que a revolução de que ele falou está já a acontecer... A verdade é que nós Portugueses estamos já tão habituados a ser pequenos, que nem quando somos "agredidos" pela grandeza nos apercebemos dela... Pelo menos no Magic, que tenhamos orgulho em ser portugueses e gritemos a uma voz "Márcio para Nivel 8... Portugal está contigo Puto..."

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O melhor Jogador do Mundo

Se eu vos perguntasse (como estou a perguntar agora) qual é, na vossa opinião, o melhor jogador do mundo na actualidade, qual seria a vossa resposta? De certeza que ocorrem muitos nomes a cada um. Talvez o Luis Scott-Vargas por ter ganho o último Pro Tour? Talvez o Shuhei Nakamura pela sua regularidade nos eventos profissionais?
A verdade é que existe um indicador que clarifica precisamente este aspecto do jogo. Chama-se rating e, para quem não está familiarizado com o termo, todos os jogadores começam a sua carreira de Magic com 1600 pontos e vão perdendo e ganhando pontos conforme ganham ou perdem jogos. A fórmula usada para calcular este número é compleza, mas diz-se que reflete a qualidade de jogo de cada um.
Cada jogador tem (entre outros) um rating de constructed e um rating de limited (que reflectem a sua qualidade em ambos) e um rating chamado composite que é a média dos dois e, pela lógica, indica a qualidade global do jogo de cada um (nos diversos formatos). Assim, pode-se argumentar que quem tiver, num dado momento, o valor mais alto neste rating, é o melhor jogador da actualidade, certo?
Pois, se olharem com atenção para esta lista (disponivel em www.thedci.com), vão ver que no primeiro lugar está um individuo a que os americanos chamam de Mársiô Cárváiô. Não, não é um jogador oriundo da Europa de Leste, mas sim o 100% Português Márcio Carvalho.
É com grande prazer que anuncio o regresso do Márcio ao lugar que lhe pertence: Nº1 do Mundo. Por tudo o que já conquistou no Magic e por tudo o que vai conquistar no futuro (inclusivé o Nivel 8 no Pro Player's Club que eu tenho a certeza que ele vai conseguir atingir este ano) é com muito gosto que dou os parabéns ao Puto. Está na altura de mostrares ao resto do Mundo aquilo que os todos os Tugas já sabem: Que é so melhor jogador de Magic á face deste planeta....


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os 10 melhores jogadores de Limited em Portugal

Caso não tenham reparado, o meu ultimo post neste blog teve um comentário interessante. eu ia responder na própria página do comentário, mas decidi fazer um novo post sobre isso... Se quiserem ler o comentário é só irem ao post anterior e entrarem na secção de comentários (para já é o único que lá está, mas caso apareçam mais, é o primeiro).

Em resposta á tua primeira questão, concordo completamente que o Frederico Bastos é um dos bons jogadores de Limited em Portugal. Então porque não o mencionei? Simples, esqueci-me. Não, estou mesmo a falar a sério. Eu estive a arbitrar o Evento (era o Head Judge) e como tal, tinha mais com que me preocupar do que com a constituição do Top8. Quando escrevi o post, tentei lembrar-me dos jogadores, mas como o Bastos estava a jogar a um canto da sala, não me lembrei dele. Como me faltava um jogador, presumi que fosse um n00b e que, por isso, não sabia quem era. Já agora aproveito para pedir desculpa ao Fred. Não foi de propósito..

Quanto aos melhores jogadores de limited no PTQ, vou dizer 10 nomes, mas não kero estar a fazer um ranking, até porque acho dificil dicidir entre alguns lugares. Aqui vai, por ordem alfabética:

Daniel Moura - Acho que não preciso de falar mais do Rei Moura. Todos sabemos do que ele é capaz e não é o desastre que foi o PT Berlim que vai mudar isso.

Diogo Mendes - Talvez o pior jogador do grupo de Mem Martins. Mas aquilo é só foras de série, por isso mesmo o pior tem muito valor. E são todos divertidos, por isso vale a pena aturá-los.

Filipe Constâncio - O Fifi ás vezes tem umas pancadas dignas de um puto de 5 anos que acha que a Akroma é a melhor carta da História do Magic, mas quando o seu cérebro acenta e raciocina como o de uma pessoa normal, é um jogador de limited acima da média. Não acontece é muitas vezes...

Igor Barreiras - o Dr. 9-0. Qualquer gajo que faça 6-0 em limited no Nacional merece ser incluido nesta lista.  Eu sei que disse que não ia distinguir entre os 10, mas acho que o Igor, o Moura, o puto Tiago e o Mauro estão acima dos outros. O facto de o Igor ser um gajo que mete toda a gente a rir, faz-me pô-lo no número 1. São gajos com o Igor que fazem o jogo valer a pena e o seu sentido de humor faz-me avaliá-lo sempre acima de outros jogadores com o seu skill. Afinal Magic não são só as cartas... É também o convivio...

João André - O pirata é um gajo porreiro. Discreto, risonho e parece que nunca sabe o que está a fazer durante o jogo. Mas não se enganem pelo seu tremer. Ele não está a ter um ataque epiléptrico, está a pensar. A cena é que o cérebro dele funciona com rotores e enquanto vocês pensam que ele se está a borrar de medo de vocês, a verdade é que ele está a pensar na melhor maneira de vos limpar o sebo...

Mauro Peleira - Numa palavra defino o que este Senhor (sim, com S grande) significa para mim no mundo do Magic: Respeito. É um jogador formidável, com um grande curriculum (aqui há uns anos decidiu pegar na sua mota e num amigo e ir jogar um torneiozito. Acabou Campeão Nacional) e com uma grande simpatia (já disse que esta é uma caracteristica dos jogadores de Mem Martins?). É dos jogadores mais coerentes que conheço e só fala do que sabe. Tem sempre uma grande disponibilidade de ajudar os outros e adora discutir teoria do Magic. Apesar dos seus resultados não estarem a par de um Márcio Carvalho ou de um Tiago Chan, continua a ser um dos meus jogadores favoritos até pela maneira saudável como encara o jogo.

Narciso Ferreira - Muita gente vai perguntar-se "Porquê o Narciso?". Eu pergunto o mesmo. A verdade é que o Narciso tem um estilo de quem não sabe jogar e quem o vê jogar pensa que ele é n00b. Dito isto, o Narciso é um jogador aplicado que está sempre a tentar melhorar, tem muita confiança e já apresentou resultados... A questão aqui não é se o Narciso é bom jogador ou não, isso vê-se pelos resultados.. A questão é se nós somos piores jogadores por não conseguir perceber o quão bom ele é no mundo das 40 cartas.... Pensem nisso.

Pedro Pereira - O amigo Roça tem que fazer parte desta lista. É o jogador mais velho dos Habitués dos bons resultados do Magic Português, mas ao mesmo tempo consegue ser o mais puto. É uma das pessoas que eu mais curto no Magic, não só pelo seu talento, mas acima de tudo porque é, como eu, um jogador a part-time. A vida de adulto não dá muito tempo para o Magic manter-se no topo com mulher e filhos não é fácil. É capaz de ser o gajo que mais mérito tem nesta lista.

Sérgio Preto - Eu não conheço o Sérgio muito bem, mas vê-lo jogar é o suficiente para perceber a sua qualidade. É um individuo muito calado (pelo menos pela experiência que tenho), mas deixa o seu jogo falar por si. Querem saber quão bom é o Sérgio no Magic? Vejam a sua prestação nos torneios em que participa....

Tiago Fonseca - Last But Not Least. O puto Tiago é um excelente jogador e é sempre uma surpresa quando não está no top8 de um evento. Eu prevejo que ele ainda vá ganhar um PTQ esta época e não acho que vá demorar muito (se calhar, já o próximo??, mas independentemente disso, é um dos poucos que eu acho que um dia poderá chegar ao nível do Márcio (e só acho isso dele e do Moura). É sem dúvida um grande jogador e um gajo muito divertido (quando não está a perder) e apesar de já o ter desqualificado de torneios em 2 ocasiões, é, de longe, o meu jogador favorito...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PTQ: Kyoto em Cascais

Este fim de semana realizou-se o primeiro (de 4) PTQ para Kyoto em território nacional. O evento teve lugar no Hotel Baia em Cascais e contou com 70 jogadores.
Devo dizer que o formato é tão degenerado como eu pensava. Em sealed, o skill é completamente irrelevante e a única coisa que conta é abrir bombas. Ganha quem tiver acesso ás melhores bombas e consiga comprar os terrenos certos para as baixar... É evidente que em decks parecidos o skill dá uma certa vantagem, mas é mais importante a pool do que a capacidade de cada jogador. Isto faz (e fez em Cascais) com que o Top8 seja aleatóriamente dividido entre bons e maus jogadores, o que me desagrada. Por um lado gosto da ideia porque me dá uma hipótese de fazer top8 abrindo a pool certa, mas por outro lado, não acho que o Magic deva ser assim...
No entanto, há uma coisa boa: O Top8. Nesta fase os maus jogadores espalham-se ao cumprido e os bons jogadores constroem bons decks que lhes dão uma grande vantagem. Assim, dakeles que chegam ao Top8, o melhor jogador tem tendência a prevalecer...

Foi assim que aconteceu em Cascais. o Top8 teve 3 jogadores excelentes (Daniel Moura, Igor Barreiras e Mauro Peleira). dos 3, o Igor ganhou o evento e os outros 2 só perderam para ele. Draft de Shards parece ser para homens de barba rija e onde os melhores se conseguem evidenciar. Todos os maus jogadores no top8 foram arredados na primeira ronda (felizmente eram só 4 e estavam 1 em cada jogo) e os bons só perderam para outros do seu calibre.

Keria também destacar os 2 jogadores que chegaram á final (Igor Barreiras e Mauro Peleira). Dois dos melhores jogadores que este pais tem e, sem dúvida, 2 dos mais simpáticos, conhecedores e humildes Campeões Nacionais que já tivemos. O Igor ganhou, mas este confronto fez-me desejar que o torneio tivesse 2 convites, face á qualidade dos finalistas.

É interessante que quando o Mauro ganhou o Campeonato Nacional, toda a gente dizia que foi sorte e que era mais um barno com sorte com um deck que jogava sozinho (affinity). A verdade é que á medida que o tempo foi passando, toda a gente se começou a perceber de que o Mauro percebe do jogo. É um estudioso do Magic e gosta de partilhar o seu conhecimento e de ajudar os outros. É pena que, desde que a Comunidade de Magic Portuguesa descubriu o potencial real do Mauro Peleira, ele não tenha voltado a ganhar um título. Espero que esteja para breve, porque se há alguém que merece reconhecimento pelo seu talento, é o Mauro. Eu, por mim, fico á espera de lhe dar os Parabéns brevemente. Acho sempre bem quando coisas boas acontecem a pessoas boas....

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Á Conquista de Berlim

Hoje ouvi uma noticia que me deixou ainda mais orgulhoso (do que costume) em ser português. É verdade que Portugal está em crise e que o pais em si não é dos melhores para viver, mas no que toca a pessoas, nós, os Portugueses somos, de longe, o melhor povo do mundo. Somos os mais hospitaleiros, simpáticos e corajosos e a nossa coragem deixa-nos sempre na vanguarda do mundo (mesmo quando estamos de bolsos vazios). É a coragem de pessoas como os nossos paraolimpicos que faz a nossa força. Muitos têm dificuldade em viver numa cadeira de rodas, mas nós portugueses, mesmo com essa contrariedade, vamos á competição e dominamos o mundo. Não somos todos assim, mas em certos pontos (como por exemplo a nossa selecção de Rugby) vê-se a nossa garra. Podemos não ser os melhores, mas em alma, niunguém nos bate.....

Mas voltando á noticia, um investigador Australiano reclama que o primeiro Europeu a pisar o solo Australiano não foi o Comandante Cook, como é universalmente aceite, mas sim o Comandante de uma frota portuguesa que, no século 16 descubriu esta ilha. Ora, na altura a ópera de Sydney ainda não existia e a Austrália era principalmente constituida de Areia, Kangurus, Dingos e Ornitorrincos. Ora, areia já nós tinhamos na praia, dingos são básicamente cães em ponto pequeno e os kangurus são dotados de um boxe fantástico. Restavam os Ornitorrincos como algo de útil (e apenas para rirmos da sua figura) o que não valia a viagem de meses (tal como agora não vale a viagem de 24 horas). Visto isto, os Tugas voltaram para casa e nunca mais se falou por estas bandas da Austrália. A verdade é que recentemente se encontrou um canhão português datado do século 16 numa praia australiana. Há que admitir, nós eramos mesmo bons na cena de partir á conquista do desconhecido.

E é aqui que entra o Magic e o Pro Tour... quando ouvi esta noticia não pude evitar de fazer a comparação á demanda dos Tugas no Pro Tour, á conquista de um metagame desconhecido. A comitiva lisboeta já apurada consiste no Márcio Carvalho, Daniel Moura, Frederico Bastos, Frederico Costa e Filipe Constâncio (desculpem não pôr os jogadores das outras partes do pais, mas não sei ao certo kem vai e não kero cometer erros). Além deles temos mais alguns jogadores apurados no resto do Pais e ainda algumas almas que vão tentar a sua sorte no LCQ. No meio disto, vamos ter um Pro Tour com um forte contingente Português.

Estes rapazes vão rumo ao desconhecido, meter-se nas mãos do Monstro Adamastor e, como os seus antepassados, vão enfrentar o monstro sem medo e com vontade de vencer. Admiro a bravura de todos eles, mas tenho sinceramente esperança de que tenhamos mais uma vez um português no Top8 (e daí, qualquer um dos 8 primeiros pode ganhar.. é só uma questão de sorte). Há 2 jogadores nos quais eu tenho confiança e que acho que vão fazer um bom resultado: Márcio Carvalho e Daniel Moura.

Já falei destes 2 indivíduos vezes sem conta neste blog e volto a mencionar os seus nomes. Porquê? Porque são dos jogadores que mais admiro neste jogo. Por um lado, o Márcio é, de longe, o jogador com mais natural skill que eu alguma vez vi. Isto associado a algum treino e á confiança (que nunca lhe falta), fá-lo ser candidato a ganhar qualquer torneio de Magic neste planeta, seja onde for, participe quem participar. Por outro lado, o Moura está sempre a surpreender-me com a sua ambição e á vontade perante o jogo. É fácil dizer que se vai ganhar, mas cumprir sempre a promessa? Já vi o Moura a ganhar Pré-releases X-0 (isto é, sem empatar a última ronda), a jogar a última ronda de drafts porque tinha a certeza de que ia ganhar e não queria perder pontos com o empate, já o vi a prometer vitória num PTQ e a corresponder (sem ceder uma única ronda..é verdade 5-0-2 no suiço e 3-0 no Top8). Ultimamente (este fim-de-semana) o Moura ficou-se pelas meias finais do PTQ perdendo só para o (também) Grande Igor Barreiras, o eventual vencedor do evento e passeou-se num torneio de Extended com um resultado perfeito de 5-0 com 100% de Game Win (é verdade.. o Rei Moura fez 10-0 em jogos no último torneio antes do Pro Tour).
Sinceramente, ficarei desiludido se um destes 2 jogadores não fizer top8 no Pro Tour (eu sei que é o primeiro Pro Tour para o Moura, mas mesmo assim ele nunca pára de me surpreender). Tenho o feeling que Portugal vai voltar a conquistar o Mundo e, desta vez, num sitio onde não há mar.

Por fim quero deixar uma mensagem aos 2 jogadores que mais me dizem neste Pro Tour: Daniel Moura e Filipe Constâncio. Eu comecei a jogar com estes 2 ainda eles não sabiam pegar nas cartas correctamente. Vi-os a crescer no Magic, a sonhar (e nessa altura só se atreviam a sonhar) com um Top8 num PTQ e a transformarem-se em jogadores de topo que ficam desiludidos quando não se qualificam para o Top8 de um PTQ. Cresceram, aprenderam a jogar melhor, ficaram mais criticos, mais ambiciosos e mais seguros de si mesmos. Eu sei que o futuro lhes reserva grandes vitórias, mas espero sinceramente que este Pro Tour seja a primeira e que lhes exceda todas as expectativas. Eu não estarei lá, mas vou estar a fazer refresh ao broswer de 5 em 5 segundos e vou ver o top8 em directo se um de vcs lá estiver. Digamos que estarei com vocês em espirito.... Espero que chegue e boa sorte para todos....

PS: Constâncio, um gajo brinca, chama-te Fifi, diz que és uma merda a jogar magic, mas acho que é óbvio que todos te curtimos bué e só te dizemos essas coisas porque a tua cara de chateado é cómica.O Magic não seria divertido sem ti porque, tirando o Igor, és o gajo mais divertido do Circuito. Dito isto, e brincadeiras á parte, por muito que eu diga que és uma merda (e és :p ), sei o teu valor e tenho plena confiança de que vais ter uma prestação memorável neste evento. De ti espero no mínimo um 50º lugar (é só metade de Hollywood... tu consegues), mas um top8 não me surpreenderia nem um bocadinho. O céu é o limite Fifi....

PSS: Moura e Fifi, Não estarei em Berlim para vos dar os Parabéns em primeira mão, mas vou estar aqui quando chegarem para vou enfiar uma puta de uma bebedeira pela guela abaixo e para vos ver a vomitarem os miolos.... É para isso que servem os amigos ;)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Preview do PTQ: Kyoto em Cascais

Passei horas a acertar o nível dos jogadores em Portugal, a estudar o ambiente, a ver quem se iria ambientar melhor ao formato, tudo isto para tentar perceber quem irá ganhar o PTQ de amanhã. Cheguei a algumas conclusões interessantes e com a definição de algumas variáveis, estava perto de adivinhar com alguma certeza o nome do Vencedor.
Nisto, o Moura telefonou-me e disse que ia jogar... Boa sorte para Odivelas pessoal, o PTQ de Cascais já tem vencedor....

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Shards Sealed

Bem, parecendo que não, já não escrevo para este blog há 15 dias. No entanto, sempre achei que é melhor escrever em qualidade do que em quantidade, por isso, espero que não me levem a mal.

Dito isto, hoje venho falar-vos de Sealed deck de Shards of Alara. Não vou dizer-vos qual a melhor shard, nem vou explicar a estratégia complexa do formato, nem nada disso. Vou apenas dizer-vos o que achei da minha experiência com o formato (mais tarde perceberão porquê).
Á parte de tudo o que é normal num formato de sealed (e há certas leis que se aplicam a todos), neste formato só interessa uma coisa: ter o bixo maior. O Formato é baseado na ganância de jogar com as cartas mais poderosas, independentemente do número de cores e ganha quem tiver as cartas mais abusivas. É claro que a consistência é importante, pq existem coisas como double blocks, truques de combate e removal que por vezes matam a criatura maior, mas a ideia é que qd o pó acenta, qd os truques já estão no cemitério e o removal já foi usado, é o jogador mais ganancioso (e com as cartas mais abusadas, independentemente do custo) que ganha. A conptrapartida é que formos demasiado gananciosos, acabamos por não chegar á parte do jogo onde as bestas farão a diferença. Resumindo, é preciso ser ganancioso, mas com tento.

Face a estes factos, decidi que não vou jogar mais este formato. Shards Sealed é mt baseado na capacidade de abrir bombas e de as conjugar com a base de mana de um deck. Se na segunda parte não tenho grandes dificuldades, na primeira sou horrivel. Raramente consigo abrir bombas de jeito e, neste formato, esse é um handicap ao qual não estou disposto a submeter-me. Isto aliado ao facto de eu não ser grande fã de Sealed deck, fez-me afastar do formato. Vou arbitrar 2 PTQs (Cascais e Almada) e vou observar o de Odivelas (vou mais destabilizar do que observar, mas para mim, 90% deste jogo é o convivio :D). Adicionalmente vou jogar no Porto, mas só porque quero ir (lá está, o convivio) e não me apetece passar o dia a olhar para o ar...

E é isto. Depois de 15 dias volto para dizer que odeio Shards Sealed. Podia ter estado a fazer algo de útil não era?

Luis Ribeiro