segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Nationals Series: Puto Tiago

E no que toca a favoritos para o Nacional, se é verdade que o Moura está a galopar em direcção ao topo, há outros que já lá estão e que estão com sede de victória. Entre esses, talvez o mais faminto seja o Puto Tiago. Desde que ganhou um PTQ para Valência o ano passado, tarda a mostrar mais resultados e, apesar de estar sempre perto do topo, anda já há mais de um ano sem ganhar um torneio grande.
Depois de, no ano passado, ter começado com um óptimo resultado no Nacional (6-0) e ter acabado por falhar o top8, este ano acho que o Puto se está a transformar, pouco a pouco, no animal que é capaz de levar o titulo.
Não se deixem levar pela sua sempre presente boa disposição. O Tiago detesta perder, sabe que pode ganhar e está com a ambição de vencedor. Juntando isto á preparação que tem planeada para o evento, pergunto-me se alguém será capaz de conter este Songoku do Magic. É verdade meus amigos, aquele cabelo amarelo é fruto da sua transformação em Super Guerreiro e se pensam que é Gel que lhe mantêm o penteado erecto, pensem duas vezes. Aquilo é pura força vital (Chi, se lhe kiserem chamar isso) a desafiar a gravidade.
Não acreditam em mim? Então vejam o Nacional e presenciem em primeira mão a transformação do Puto Tiago em Tiago Fonseca.

Até breve.
Luis Ribeiro

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Nationals Series: Rei Moura

Ao longo das próximas duas semanas vou dedicar-me a reavivar este blog e a falar do Nacional. O facto de estarmos á beira do mais competitivo evento português é uma boa razão para voltar a escrever sobre Magic (e a ver se desta vez alguém lê lol).
Entre outras coisas vou fazer uma série de posts a que vou chamar de "Nationals Series" em que falo de vários jogadores que estarão presentes no Nacional e que serão candidatos á victória. Peço só que tenham em atenção que estes artigos partem da experiência pessoal. O facto de, por exemplo, não ir falar de nenhum jogador do Porto, não ker dizer que não hajam candidatos na cidade nortenha. Apenas quer dizer que acho que não tenho nada de novo a dizer sobre esses jogadores porque não os conheço tão bem (e para tar a dizer o que toda a gente sabe, mais vale tar calado).
Bem, dito isto, vamos ao primeiro post desta série dedicada, como o titulo indica, ao Rei Moura.
De nome Daniel, este jogador auto-intitula-se Rei e digamos que da maneira que tem vindo a jogar, tem merecido o título e é com muita justiça que lho atribuo também. O Rei é um fenómeno de atitude. A maneira como ele encara o jogo e a sua capacidade, fazem-me lembrar a confiança do Márcio Carvalho (mas deste falo num outro dia). Ele tem plena confiança de que vai ganhar qualquer evento onde jogue e, geralmente, é isso que acontece. Recentemente, no dia antes do TQ do Porto pediu-me para lhe arranjar um deck. Já não tinha muitas cartas livres para lhe emprestar, mas do lado dele veio a seguinte frase:"Não interessa que deck é, seja qual for, vou ganhar o PTQ". É claro que lhe fiz um deck, mas era bastante mau. Por sorte o Tiago Fonseca decidiu não ir na manhã do torneio e cedeu-lhe o deck de Kithkins. E o que é que o Rei fez? Limpou o PTQ. Fez 5-0, depois dois IDs para 5-0-2 e consequente top8. E no top8, mostrou a todos pq lhe chamamos Rei.
Bem, este nobre membro do Magic Nacional está com os olhos postos em Berlim, mas antes disso, quer ganhar o Nacional. A minha pergunta é se alguém o consegue parar... sinceramente duvido. Não me admiro se ele contar por vitórias as rondas jogadas no nacional até poder começar a fazer ID's. É o tipo de jogador com confiança suficiente para o fazer e com determinação para melhorar.
Vejo o Rei a, um dia, poder superar até o Márcio, mas para já, ganhou o seu lugar entre os melhores deste nosso canto do Mundo e está entre os meus 4 favoritos para ganhar o Nacional. Vamos ver se tenho razão.

E já agora, os meus 4 favoritos para ganhar são: o Rei Moura, o Tiago Fonseca, o Márcio Carvalho e o Igor Barreiras. Digamos que ficaria surpreendido se nenhum deles se tornar campeão este ano.

Até breve.
Luis Ribeiro

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ser um jogador melhor

O que é que faz de um jogador melhor ou pior do que os seus pares? Porque é que há jogadores como o Shuuhei Nakamura que estão consistentemente, ano após ano, no topo do Pro Player's Club e depois há jogadores que nem conseguem qualificar-se para um Pro Tour? Será sorte?
Se perguntarem a um qualquer jogador de Magic, ele dirá que o magic é X% Skill e Y% Sorte e, se bem que o valor de X e Y possam mudar de pessoa para pessoa, todos aceitam que o Skill é uma parte indespensável do bom jogador (a mais importante).
Então o que pode um normal jogador fazer para melhorar o seu jogo? Para se tornar um bom jogador? Bem, para mim é tudo uma questão de atitude.
Todos querem ganhar jogos de Magic, mas poucos jogadores estão dispostos a melhorar o seu jogo. Se questionarem uma jogada ao acaso de um qualquer jogador de Magic em Portugal, vão, provavelmente levar uma resposta torta e a pessoa é até capaz de ficar ofendida com o comentário. É verdade... aquele jogador que vocês questionaram (e que provavelmente nunca sequer fez top8 num PTQ) julga-se o melhor jogador do mundo e põe de parte a possibilidade de ter jogado mal... A isto eu chamo uma atitude derrotista.


Lembro-me quando eu jogava Ténis de Mesa (quando era mais novo, entre os 8 e os 12 anos), era realmente bom no jogo. Não que fosse um fora de série ou que tivesse um talento fora do normal, mas a verdade é que para mim ganhar era secundário. Queria era jogar com jogadores melhores que eu, para ser levado ao limite, para aprender coisas novas e para evoluir como jogador. Se perdesse 10 ou 20 jogos consecutivos com jogadores melhores que eu, não me aborrecia nem um pouco, porque sabia que depois desses jogos era melhor jogador do que antes. Com o tempo larguei o Ténis de Mesa (continuo a gostar, mas já não tenho companhia para jogar), mas cada vez mais acho que é esse tipo de postura que se deve ter no Magic. O objectivo não pode ser ganhar, mas sim tornar-me um melhor jogador. O importante não são as jogadas certas, o importante é identificar e aprender com as erradas.

Dai eu dizer que o sucesso no Magic é uma questão de atitude. Há que querer ser melhor. Há que querer superar não os outros, mas nós mesmos. E sobretudo é preciso ser humílde e perceber que lá porque temos mais 50 ou 60 pontos de ranking do que outra pessoa, não somos os detentores da verdade absoluta. Querem exemplos de jogadores que têm esta caracteristica?
Tiago Chan
André Coimbra
Tiago Fonseca
Igor Barreiras

Estes são só 3 exemplos (aqui do nosso cantinho do Mundo). E lembrem-se que ouvir não é sinónimo de aceitar todas as opiniões. Apenas significa não as ignorar á partida, ouvi-las e tirar elacções. Se eu disser ao Coimbra para ir jogar no PT com um deck só de terrenos basicos ele manda-me passear. Mas se lhe der uma boa ideia (eu ou qualquer outra pessoa), ele saberá reconhecer que eu tenho razão e segirá o concelho. Esta é uma caracteristica dos grandes jogadores.

Nota: Naquela lista de jogadores acima não inclui o Márcio Carvalho por duas razões: 1) geralmente são os outros que pedem conselhos ao Márcio e não o contrário; 2) Por muito que me custe admitir (porque sei que ele me vai fazer lembrar destas palavras para o resto da minha existência), a verdade é que (e deixando-nos de tangas) o Márcio tem sempre razão no que toca ao Magic.

Até á próxima...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

T2 e os Regionais

Bem, tenho uma óptima noticia para todos aqueles que eventualmente vão jogar regionais e passem por este blog. Eu este ano não vou participar em regionais :).
Porque é que isto é boa noticia? Por 2 razões: 1) É mais um slot que fica vago para qualquer um de vocês no Nacional e 2) Posso partilhar as minhas ideias de decks a 100% com todos (isto porque mais ninguém na minha equipa vai jogar regionais, por isso não há necessidade de manter segredos).
Sabendo isto, e para todos os que ainda não estão qualificados para o Nacional, aconselho-vos a lerem o que eu tenho para dizer. Não que seja sempre certo, ou que eu seja um genial estratega (e por acaso até costumo estar sempre certo e ser genial :D), mas porque alguém mais vai ler isto e ao ignorarem-me, para além de estarem a ser rudes, vão perder a guerra da informação...

Para começar (e fazendo-o muito ao de leve), vou falar dos 3 principais decks do Ambiente. Não é que sejam os decks mais fortes, mas são sem dúvida muito fortes e são os mais jogados: Fadas, BG Beats e Reveillark (Nota: em BG Beats estou a enquadrar Doran e Elfos para facilitar a ideia deste post). Ao analisar estes 3 decks, chegamos a uma conclusão que é no fundo a essencia deste formato:

Fadas>Reveillark>BG Beats>Fadas

É verdade, fadas não é o Monstro que todos pensavam que fosse, mas o metagame continua a ser dividido em 3 partes: Fadas, decks que batem em Fadas e decks que, embora perdendo para Fadas, ganham aos decks que ganham a fadas.... Estão a acompanhar?
Era bom que fosse assim tão simples, não era? A verdade é que há algumas estratégias válidas de que não falei e que deturpam um pouco esta análise, mas para já, tentem interiorizar esta verdade. No próximo post hei-de aprofundar o estudo de t2 e mostrar que nem sempre um deck se enquadra nesta triade. Então porquê falar da triade? Porque se pode perceber muito do formato através dela. É a base de tudo e só com essa base como certa é que se pode evoluir para outros campos.

Até á próxima...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

De Volta

Não sei se ainda há alguém a ler este blog, mas estou de volta. Vou aproveitar o facto de passar a proxima semana no PT Hollywood para meter este blog a bombar :)
Vou tentar (se tiver net no hotel) postar info sobre a comitiva portuguesa e histórias interessantes. Vou arbitrar o evento, por isso não esperem muita informação sobre o jogo em si, mas farei o que conseguir.
Entretanto, se quiserem uma leitura mais... vá... poética, deixo-vos o meu outro blog (bem, não é tanto um blog, mas sim um sitio onde escrevo coisas ao acaso quando estou aborrecido): http://acordovento.blogspot.com/.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Rescaldo do PTQ

Vou começar este artigo por falar dos resultados no PTQ. o Igor Barreiras ficou em primeiro lugar jogando de Aggro Loam. Pode-se dizer que ele teve muita sorte, já que haviam alguns matchups extremamente maus para ele que lhe passaram ao lado o torneio todo (especialmente Dredge e countertop, que se viam por todo o lado, são maus matchups para Loam e o Igor apenas apanhou 1 Dredge). Eu concordo, ele realmente teve sorte, mas acho que isso é também mérito dele. Afinal, foi ele que, sabendo os riscos que corria, decidiu jogar com o deck. Foi ele que arriscou e ao ganhar o evento, o mérito é, na minha opinião, exclusivamente dele.
Quero também salientar o facto do João André (mais conhecido como o Pirata) ter ficado em segundo lugar neste PTQ. O João jogou com um dos que eu considerei os melhores decks do ambiente (Gaea's Might), mas foi o facto de ele andar a jogar com o mesmo decks (salvo pequenas alterações) há já 1 ano que, na minha opinião, fez a diferença. Estamos a falar de um excelente nível de jogo necessário para fazer um bom resultado num PTQ e o á vontade que o Pirata demonstra com o deck é sem dúvida uma mais valia.

Quero acrescentar também que fiquei desiludido com o facto do Márcio e o Kuni não terem feito top8, mas até os grandes jogadores falham de vez em quando e a estranheza de eles terem ficado fora do playoff, só mostra o nível a que já nos habituaram. São sem dúvida dos melhores jogadores de Portugal e eternos candidatos á vitória em qualquer evento em que participem.

Vou agora falar dos membros da minha equipa (também é preciso falar mal de alguém certo?). Primeiro o Tiago. Quis ir de Countertop, mesmo depois de eu lhe dizer que o MonoBlue era melhor e foi o que se viu. Dropou cedo pq o deck não estava realmente ao nível do PTQ. Ele já devia saber que dar-me ouvidos é sempre positivo. De qualquer maneira, acho que ele vai corrigir esse erro e não duvido que será ele o vencedor do PTQ em Almada daqui a 2 semanas.
Em segundo, o Filipe Constâncio (mais conhecido por Fifi no mundo do magic - e por Pipas entre as gajas, n sei porquê....). O Fifi fez top8 de Doran. O deck em si não tem nada de diferente de tantos outros, excepto o facto de que ele é capaz de ter feito mais jogos com o deck do que todos os outros jogadores de Doran presentes no PTQ....TODOS JUNTOS. A sério, não sei dizer números certos, mas andamos há meses a testar o deck e ele desde muito cedo que escolheu jogar de Doran. Geralmente jogamos 2 a 3 vezes por semana e de cada vez fazemos entre 10 a 20 jogos. É muito jogo e o facto de ter um excelente companheiro de Playtesting (eu, lol) ajuda muito também. Adorava ter crédito pelo deck dele, mas na verdade é muito mainstream e as poucas alterações que levou, foram da autoria dele. De qualquer maneira, fez um excelente resultado (perdeu na meia-final para o Igor) e é um jogador a ter em conta nos próximos PTQs).
Por Fim, temos o Daniel Moura. O Daniel jogou com o meu deck (e não estou a dizer só a lista. Ele jogou fisicamente com o deck que eu ia jogar se não tivesse que arbitrar) e ficou a 2 pontos do Top8. Tendo em conta que ele nunca tinha pegado naquela versão do deck, acho que foi um excelente resultado. Isso e o facto de ter jogado na última ronda contra o Kuni. Precisava de uma victória, mas conseguiu apenas um empate. Foi pena, mas fico contente por ver que o meu deck tem todo o potencial que eu pensava que tivesse (e o Moura adaptou-se perfeitamente a ele). Em Almada vou jogar com esta lista (mais coisa menos coisa) e espero fazer Top8, tendo em conta o número de jogos e tempo q investi para fazer o deck. Quanto á lista, se a quiserem, peçam nos comentários. Não a vou divulgar sem que hajam alguns interessados em saber.

E do PTQ em Cascais é tudo. Fiquem bem

Luis


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

afinal vou arbirtar

Bem, e depois de tanta preparação, de tanto testing, recebi agora a noticia que vou arbitrar o PTQ de Cascais. É preciso ter azar. Já tenho o deck feito (e que deck) e agora tenho 2 hipóteses:
1)aceitar arbitrar o torneio
2)recusar e, consequentemente, por falta de outro nível 2 disponível, fazer com que este seja cancelado.
Obviamente vou pela primeira hipótese, mas é sempre chato. De qualquer maneira, serei o Head Judge do evento.
Quanto a decks, tenho andado a testar os decks do formato e acho que o meta (pelo menos os decks de Tier1) se resumem a:
- Affinity
- Doran
- Countertop
- Dredge

Há variações destes decks por todo o lado, mas acho q o meta se resume a isto. Pode-se falar também em RDW (ou na sua mais recente encarnação: 5 Color Domain), mas pelo que testei, o deck não me pareceu ao nível destes 4.
Quanto á pergunta de qual destes é o melhor, acho isso muito interessante. O facto é que temos uns decks que quanto mais fortes são, mais facilmente conseguem ser controlados por cartas de Sideboard. Os decks mais brutais são, sem dúvida, Dredge e Affinity (por esta ordem), mas são também os mais fáceis de controlar com o Sideboard. Por outro lado temos Doran e Countertop, que não sendo assim tão explosivos, são muito mais difíceis de controlar com meia dúzia de cartas de sideboard, porque são na sua essência decks completos com vários planos de jogo e muito versáteis. Assim, acho que tudo depende do gosto de cada um, do skill a jogar com cada deck e, acima de tudo, a atenção que cada jogador dá a cada matchup no seu sideboard. Por exemplo, ir jogar de Dredge é arriscado, mas pode compensar. Se o meta estiver cheio de hate, é deck para fazer 0-2 drop, mas se for subestimado, podem muito bem haver várias cópias no top8. É tudo uma questão de jogar com o ambiente e escolher o deck com que cada um se sente mais confortável.
É claro que não estou a dizer que apenas vão haver estes 4 decks. Longe disso. De certeza que vou ver decks como Tron, Scepter Boom, 5 Color Domain, Boros, RG Beats e outros. Estes 4 são apenas a minha previsão para os melhores resultados e os decks que eu acho melhores no ambiente. Não fico surpreendido que outros decks cheguem ao Top8 (especialmente nas mãos de bons jogadores), mas eu punha o meu dinheiro num destes (aliás, eu iria jogar com uma versão de um desses decks).

Quanto ao deck com que eu iria jogar, só o posso postar depois do evento (ou durante, se tiver ligação á net) porque o Daniel Moura vai aproveitar a minha falha e jogar com o deck. De qualquer maneira, assim que possa divulgarei a lista.
Entretanto, podem sempre ver os jogos do Moura no PTQ :)

E já agora, o deck Chama-se Duo Dinâmico, porque é um fruto do deckbuilding Conjunto meu e do Tiago Fonseca. Ele fez o deck base e eu fiz algumas alterações inovadoras e estranhas, mas que para mim faziam todo o sentido.
O Tiago vai acabar por não jogar deste deck, mas sem dúvida que sem ele não havia deck.

Bem, já chega de conversa. Ainda devo fazer mais um post antes do PTQ, mas se não fizer, vemo-nos em Cascais.

Luis