sexta-feira, 21 de maio de 2010

Escolher o Sitio

Hoje, apesar de não falar especificamente de Magic, vou abordar um assunto que é de grande interesse para os jogadores deste Pais: Onde engatar gajas.

Estive a pensar em partilhar os sítios ideais para a arte do engate fiz um pequeno Top. Aqui fica.

Top3 de Locais para proceder á arte do engate:

3) Funerais - A emoção inerente ao evento. Com tantas gajas deparadas com a sua própria mortalidade, é provável que sintam uma necessidade de encontrar o seu parceiro para a vida. Este é o nosso trunfo.
Nota: Nestas situações, aconselho o uso de um nome falso e que vão para casa dela. O ideal será escapulirem-se enquanto ela está no duche.
Nota2: Não querem voltar a ver a gaja que engataram, senão o próximo funeral pode muito bem ser o vosso.
Nota3: Pontos extra para quem conseguir engatar a viúva ou a filha do morto (se for boa e com idade apropriada, claro).

2) Maternidades - Embora não pareça, este sitio é divinal para proceder á decepção do Sexo Feminino. Pensem bem... Uma grávida vai ter o filho á maternidade. Entre os visitantes, está um molho de Solteiras que, ao ver a imagem inspiradora (para elas) de uma mãe com um recém-nascido nos braços, Fazem automaticamente uma ligação directa ao seu relógio biológico. Qualquer individuo com um mínimo de capacidade de expressão e eloquência consegue capitalizar este facto e transformar esse desejo de prole em fome sexual... É praticamente dado.

1) Aeroporto - Este é o local de engate por excelência. Para quem vê "How I met your mother", isto já não é novidade, mas para os outros, fica aqui o segredo. Basta pegar numa qualquer mala de viagem, entrar num Aeroporto e meter conversa com uma das milhares de gajas á espera de um voo. Entre o tempo de espera para entrar num voo, aos atrasos que possam haver, há muito tempo para contagiar elementos do sexo feminino com o nosso charme.
Nota: Se forem ao Aeroporto, levem dinheiro, ocasionalmente vão ter que comprar um bilhete de avião para um qualquer destino para acompanhar uma gaja que vai de férias sozinha OU.... com amiga(s) :)
Nota2: Pontos extra para quem, ao ver um voo que seja cancelado, consiga encontrar uma gaja que planeasse voltar para casa nessa mesma viagem. Aqui, o potencial é tremendo, já que se abre a hipótese de oferecer dormida à dita senhora.

Deixem ai as vossas sugestões para sítios ideais para o engate. O objectivo é formular um Top 8 (era para ser Top10, mas em honra ao Magic, fica Top8).

Luis Ribeiro

quarta-feira, 24 de março de 2010

De volta ao Activo

Bem, dado o facto de ter acabado por não escrever para nenhum site e de estar de volta á cena do Magic depois de umas merecidas férias, vou voltar a escrever neste blog.
Tenho andado a escrever para o MagicTuga, mas faz mais sentido escrever aqui porque posso escrever o que quero e não apenas artigos ou falar de cenas sérias (é verdade, posso avacalhar este Site á vontade :D)
Este post é só para avisar que estou de volta e para estarem atentos...

Como prémio de regresso, tenho uma noticia (bem, para alguns, a maior parte se calhar já sabe). O nosso chinês favorito está de volta a solo Nacional. É verdade, o grande Tiago Chan está de volta e está a começar a voltar ao activo no Magic. Já está a treinar para os regionais (nem sequer está qualificado para o Nacional por ranking, para verem onde isto chegou).

Eu pessoalmente aposto nele para ganhar o PTQ em Cascais (se ele jogar, claro), mas o Fifi também é um grande candidato. É fácil, ao perder 3 vezes nos quartos de final de um PTQ, ter um sentimento derrotista, mas o Fifi está mais confiante que nunca e diz que vai ganhar em Cascais. Independentemente do Resultado dele, gosto da atitude.

Bem, até breve...
Luis Ribeiro

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quem tem medo do Lobo Mau?

Ontem estive a ler a entrevista que o Márcio Carvalho deu ao MagicPortugal.net e houve uma afirmação que me saltou á vista. Respondendo á pergunta "Em que sentido poderá melhorar a qualidade dos jogadores de Magic em Portugal?", o Márcio escreveu:

Jogar contra pessoas melhores que vocês. Eu sei que é triste perder. Eu detesto perder. Não há coisa pior que perder, na vida, para mim, em qualquer coisa mas não vale a pena eu tar sempre a espancar o pobre do Rossa todas as sextas só para me sentir feliz com o meu nível. Isto é o meu exemplo, cada 1 tem o seu =).

Para  já não falar desse grande problema que é o choro do Roça (e lembre-se que em Portugal, para ser jogador de Magic é preciso saber nadar, para não se correr o risco de morrer afogado num mar de lágrimas alheia), o Márcio foca uma questão excelente. Os jogadores Portugueses não gostam de evoluir. A verdade nua e crua é essa. Os jogadores querem ganhar, querem jogar com os melhores decks, mas são poucos aqueles que aceitam uma derrota e aprendem com ela. Se formos ver bem, os poucos que o fazem (lembro-me assim de repente do Igor, do Pirata, do Tiago Chan, etc.) são bons jogadores por isso. A capacidade de autocritica é fundamental e não nos podemos esquecer que até o Grande Márcio Carvalho começou por ser espancado por tudo o que era jogador de Magic.
Ninguém nasce ensinado e como alguém precoupado com o futuro do Magic em Portugal, apelo aos jogadores que joguem com alguém melhor que vocês. Percam mas aprendam. Não se contentem com victórias ocas, mas antes melhorem o vosso jogo o mais possivel.

Lembro-me que quando comecei a jogar em torneios, ia jogar á arena só porque lá jogavam os melhores jogadores de Portugal... Hoje em dia os novos jogadores fogem dos locais mais concorridos. Ainda ontem o dono da Gárgula me estava a dizer que os jogadores de Magic preferem ir a torneios com jogadores piores para receberem prémios do que a outros onde não têm hipótese de ganhar, mas onde poderão evoluir, dada a qualidade dos seus oponentes.

É triste, mas é verdade e acho que esta maneira de encarar o jogo devia mudar. O que acham vocês?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

1º Dia do Mundial

Bem, meus amigos, já começou o Mundial de Magic 2008 em Menphis, Tenessee, onde se encontra a propriedade de Graceland (a casa onde Elvis Presley morreu) e as noticias são boas e más.
Começo pelo melhor jogador do Mundo, Márcio Carvalho que começou 0-2 e já vai em 4-2. O seu deck WB tokens parecia não ser grande coisa nas duas primeiras rondas, mas esquecem-se é que o Márcio não precisa de bons decks para ganhar jogos. Basta o oponente fazer um erro e já está. Como diz o Márcio "Quando estás a jogar contra um gajo que joga sempre a 100%, as percentagens dos matchups alteram-se um bocado". De qualquer maneira, não há razão para preocupações. Um corolário de ser o melhor jogador do mundo (e quem não sabe o que é um corolário, pegue num dicionário que eu tenho mais que fazer) é ser o melhor jogador de Limited do Mundo, logo, do Puto, espero um 6-0 em draft de shards. Depois um 5-1 em Extended e deve chegar para Top8. O principal objectivo do Márcio é marcar a mão cheia de Pro Points que lhe faltam para fazer nivel 8 no Pro Players' Club este ano, mas não pensem que ganhar o Mundial está fora da sua mira. O Márcio foi para Menphis com vontade de ganhar o evento e, no Magic, geralmente o que o Márcio quer, o Márcio tem. Dai eu dizer que tá na altura de mostrares ao Mundo o que todos os tugas já sabem: Que és o melhor jogador do Mundo. Traz o Caneco para casa puto..

Quanto ao Nuno, fez a escolha suicida: foi jogar de BR Blightning. Não me intrepretem mal, o deck é bom, mas tem um grande defeito que nós identificámos a testar no MTGO: perde horrivelmente para o melhor deck do ambiente (segundo o nosso testing) WB tokens. A questão é que ganha estupidamente a fadas e parece que o Nuno teve um jackpot na escolha do deck. Parece que fadas lideram o evento e com isso deixaram-lhe o caminho aberto. Boa Nick. E isso com calculadora é outra coisa,não é?

Paulo Carvalho, nos últimos anos tem sido sinónimo de sucesso internacional. Fez top8 no seu primeiro Pro Tour (e ainda por cima era um mundial) e teve um par de bons resultados logo a seguir, mas a verdade é que estava acima das suas capacidades. Este 3-3 reflecte melhor o tipo de jogador que é o Neon. Na grande roda do Pro Tour, onde todos são os melhores, o Paulo está a meio da tabela e acho este 3-3 espectável.

Pelo Contrário, fiquei um pouco surpreendido com o André Coimbra. Começou bem, mas parece que acabou mal. 3-3 é muito abaixo das suas capacidades. Por sorte o Mundial não é um sprint e, por isso, ele tem ainda 2 dias para recuperar. Sinceramente, o André é um dos jogadores Portugueses que mais admiro. Primeiro porque, ao contrário do Márcio, os seus resultados são fruto de muito trabalho (o Márcio é um pré-destinado) e é o exemplo que pode inspirar qualquer um a chegar ao mais alto nível do Magic e segundo porque mesmo jogando Magic, concilia isso com os seus estudos que, no fundo, serão o que vai garantir o seu futuro. O Magic é um passatempo, não é um meio de sustento para a vida e ao encaixar o Magic dessa maneira na sua vida, o André está a dar uma lição a muitos outros jogadores (ouviste fifi? Há vida para lá do Magic).

Pedro Velhinho. O que posso dizer do velho? Está tudo contra ele. Primeiro não há um deck de combo no ambiente e depois, quase de certeza que lhe confiscaram a ganza no aeroporto. Com ganza e deck de combo, o Pedro já estaria prai uns.... 15-0. Assim, e a jogar de Monored, está só 1-5 e já disse adeus ao Top8.

Dinnis Binema é um nome que vai ecoar pelas paredes da história como sinal de incompetência. Este menino conseguiu ir jogar a porção de T2 do Mundial com um deck (mau) de bloco. Não tenho de fonte segura, mas tenho informações não confirmadas de que Shards já foi lançada em Coimbra. Então porque não usar as cartas da edição? não percebo..
Mas a culpa não foi só do deck, a verdade é que o 1-5 do Dinnis foi também fruto de jogar contra grandes nomes do Magic Mundial, como Ji-Hoon Lee, AJ Shacher, Marcel Arndt e outros do mesmo gabarito. Na última ronda até acabou por ganhar ao Steve Sadin, mas a verdade é que estando já 0-5, o Steve deixou o deck a jogar sozinho contra o Binema e foi para casa dormir. Mesmo assim foi uma victória suada por 2-1.
Tenho que telefonar ao Scott Larabee para ver se pode mudar a nacionalidade do Dinis no evento. Está a ser vergonhoso...

E mais pensamentos sobre o Mundial mais á frente (talvez amanhã, quem sabe)...
TUGA POWER ( - Dinnis Binema)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Uma Nova Era

Como alguns de vocês sabem, esta semana marcou o início da minha coluna no magicportugal.net. Todas as Terças-Feiras terei um artigo muito á semelhança do que tenho vindo a postar no blog (mas mais completo, visto que aqui escrevia com mais regularidade).
Ora, faz sentido que com essa coluna, o conteúdo deste blog não se mantenha igual, por isso decidi alterar um pouco as coisas. Como também não quero estar a fechar este blog (porque até gosto de escrever aqui), decidi mudar o conteúdo. Na coluna vou falar de coisas mais gerais como decks que estão em alta, teoria, dados de torneios, etc. e aqui vou tratar do mais pessoal. Vou escrever reports de torneios em que participei, decks com que joguei em eventos, pormenores humoristicos dos eventos, etc. Vai ser uma coisa mais pesosal e mais a ver com a minha experiência de Magic do que própriamente com o jogo no geral, mas acho que vai ser divertido e emocionante de ler na mesma.
Para já, peço-vos que não descartem o blog sem ver primeiro o novo formato, já que acho que vai ser tão divertido como o anterior.
Até Breve.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Doran, a conclusão

Hoje vou finalizar este exercício mental com planos de sideboard contra os decks mais prováveis de enfrentar. Não prometo que as estratégias sejam perfeitas, já que ainda não joguei com o deck, mas...
Primeiro, a lista com que ficámos da ultima vez, para mais fácil acesso:

Criaturas
4 Birds of Paradise
4 Tidehollow Sculler
4 Tarmogoyf
4 Dark Confidant
4 Doran, The Siege Tower
3 Ethersworn Canonist

Outras Mágicas
4 Thoughtseize
4 Smother
3 Engineered Explosives
3 Umezawa's Jitte
2 Chrome Mox

Terrenos
4 Windswept Heath
4 Treetop Village
2 Plains
2 Forest
2 Swamp
2 Overgrown Tomb
2 Godless Shrine
1 Temple Garden
1 Bloodstained Mire
1 Polluted Delta

Sideboard
4 Night of Souls' Betrayal
4 Oversold Cemetery
3 Oblivion Ring
2 Eternal Witness
1 Engineered Explosives
1 Ethersworn Canonist

Aqui estão as estratégias de Sideboard:

Elfos
+ 4 Night of Souls' Betrayal               -4 Dark Confidant
+ 1 Engineered Explosives                -1 Doran, The Siege Tower
+1 Ethersworn Canonist                     -1 Tarmogoyf

Contra elfos, o que interessa é parar a combo. A estratégia de beatdown é irrelevante porque nunca vamos conseguir ser mais rápidos.  Nos jogos de Sideboard, só interessa uma de duas coisas: 1) baixar o Betrayal para acabar com o jogo 2) Jitte equipada. Assim, saem 4 confidants porque, embora o draw dê jeito, não nos podemos dar ao luxo de gastar 2 de mana em algo que não atrapalhe os planos do nosso adversário. O confidant até é uma carta decente para jogar mais tarde, mas alguma coisa tem que sair. O Doran e o Goyf, tiro-os porque as cartas que entram são mais importantes e só precso deles depois de estabilizar. Contra Elfos somos o deck de controlo, por isso não precisamos de tantos bixos "brutamontes".

Fadas
+2 Eternal Witness                                       -3 Ethersworn Canonist
+1 Engineered Explosives

Contra fadas o matchup não é suposto ser muito mau. A única coisa que chateia é a blossom e temos explosivos. De Sideboard tiramos os canonistas que não são grande coisa e metemos witness (para ter vantagem na guerra das Jittes) e o 4º explosivo). Vamos sempre ter vantagem no que toca a jittes e acho que, por isso, o matchup é bastante favorável. Cuidado é com as Cliques (ambas) porque se forem surpreendidos por elas, pode ser mau.

Zoo
+3 Oblivion Ring                                         -3 Thoughtseize
+2 Eternal Witness                                     -3 Ethersworn Canonist
+1 Engineered Explosives

Este matchup não me preocupa muito. A grande arma do deck era a sua rapidez, mas dado o ambiente, teve que fazer concessões e correr cartas um pouco mais caras. Isso dá-nos uma abertura para jogar o jogo do deck de controlo. Enchemos o deck de removal e de criaturas com as quais eles têm dificuldade em lidar.  Tirei canonistas e thoughtseizes porque acho que são inúteis neste matchup. Prefiro ter mais removal e Witness para ganhar a guerra das jittes. Não tiro o 4º Thoughtseize porque não há nada melhor no Sideboard para meter, mas jogar com um também não é o fim do mundo....

Doran
+4 Oversold Cemetery                                    -3 Engineered Explosives
+3 Oblivion Ring                                               -3 Ethersworn Canonist
+2 Eternal Witness                                            -2 Chrome Mox
                                                                                  -1 Smother

Contra mirror tendo a ter uma abordagem alternativa para tentar tirar vantagem. Se abordar os matchups da maneira tradicional, então estou á mercê da sorte e, no Magic, não é uma posição que me agrade.
Assim, no mirror tenho 2 planos: 1) vantagem de jittes 2) vantagem de cartas).  O Oversold serve o primeiro ponto e o Oblivion, além de ajudar na segunda, responde a criaturas maiores que possam aparecer no matchup (principalmente elefantes). Quanto há witness, adoro a maneira como encaixa tão bem em ambos os planos.

Tezereth
+4 Oversold Cemetery                              -4 Smother
+3 Oblivion Ring                                         -3 Ethersworn Canonist
+2 Eternal Witness                                     -1 Engineered Explosives
                                                                           -1 Umezawa's Jitte

Neste Matchup,  mais uma vez, as canonistas não servem para nada, por isso saem. O deck também só tem trinkets como alvos para os smothers, por isso prefiro outro removal.... Os Oversolds e as Witnesses ajudam a ter vantagem de cartas e os Oblivions são para remover os artefactos q causem problemas. Tenho 3 Oblivions e 2 explosivos pq prefiro ter coisas q n matem os meus bixos, mas ao mesmo tempo dá jeito ter hipótese de fazer explosivos a 0 se ele se virar todo para baixar o dele e passar o turno e também para o caso de haverem vários artefactos de custo 3 na mesa e eu só ter bichos de custo 2. A carta é boa, por isso merece que fiquem 2. Quanto á jitte que sai, a resposta dele para Jitte é Needle, por isso nunca kero comprar 2 jittes. 

Desire
+2 Eternal Witness                                    -4 Smother
+1 Ethersworn Canonist
+1 Engineered Explosives

Este matchup é, supostamente tão bom que nem me dei ao trabalho de ter grande Sideboard. Pressão mais descarte é a combinaçao perfeita para bater em Desire. Isso aliado aos canonistas....
De qualquer maneira, como tenho que tirar os smothers, meto 2 witnesses (para reciclar Thoguhtseizes), mais 1 canonista (óbvio) e 1 explosivo (que serve para partir lotus e como resposta a um Empty the Warrens).

Bem, e são estes os matchups que eu espero. O sideboard é muito utilitário, por isso contra matchups mais rogues, é preciso pensar no que se pode usar. Espero que tenham gostado deste exercicio. Agora é jogar com o deck e ver em que partes estou certo e em que partes me enganei. Se experimentarem o deck, digam qualquer coisa nos cometários.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Doran, O Sideboard

Bem, continuando o post da semana passada, hoje vou falar do sideboard do deck que fiz com vocês. Para referência, aqui fica outra vez o maindeck e o Sideboard que vou explicar de seguida:

Criaturas
4 Birds of Paradise
4 Tidehollow Sculler
4 Tarmogoyf
4 Dark Confidant
4 Doran, The Siege Tower
3 Ethersworn Canonist

Outras Mágicas
4 Thoughtseize
4 Smother
3 Engineered Explosives
3 Umezawa's Jitte
2 Chrome Mox

Terrenos
4 Windswept Heath
4 Treetop Village
2 Plains
2 Forest
2 Swamp
2 Overgrown Tomb
2 Godless Shrine
1 Temple Garden
1 Bloodstained Mire
1 Polluted Delta

Sideboard
4 Night of Souls' Betrayal
4 Oversold Cemetery
3 Oblivion Ring
2 Eternal Witness
1 Engineered Explosives
1 Ethersworn Canonist

É a minha opinião que, neste metagame, temos que ter algumas respostas especificas para problemas que vamos, quase de certeza, encarar durante um torneio e, ao mesmo tempo, respostas que sejam versáteis e que ajudem a lidar com qualquer imprevisto (ou seja, qualquer deck maluco que nos apareça pela frente).

Night of Souls' Betrayal - É verdade que também matam os nossos bichos (alguns), mas é irrelevante, porque os decks de elfos não têm maneira de o tirar da mesa. Assim, se esta carta entrar em jogo, o deck de elfos não tem outs (pelo menos as listas tradicionais). O problema da carta é que custa 4 de mana, por isso o resto do deck tem que aguentar o jogo até ai.. eu acho que o resto da disruption do deck é capaz de fazer isso.
O facto de não usar cálices, deve-se ao facto de interferirem demasiado com o meu jogo e com o facto de não serem tão versáteis como as soluções que uso. No fundo, acho que esta é a melhor resposta para os nossos amigos de orelhas pontiagudas. Á primeira vista, até pode parecer que esta carta seja boa contra fadas, mas eu não acho que as queira nesse matchup. É verdade que mata grande parte das fadinhas, mas também atrasa o meu jogo. O facto de n ter acesso a Dark Confidants, Birds, e de muitos bichos ficarem meros 1/1 não rende os beneficios, na minha opinião.

Oversold Cemetery - Quando saiu, esta carta estava bem considerada. Haviam até decks construidos á volta dela e sempre foi uma das minhas cartas favoritas. Ultimamente tem sofrido do fact de estar no mesmo ambiente que o Pernicious Deed, mas com a mais recente rotação, está finalmente jogável outra vez. Neste deck é um desiquilibrador nos matchups mais lentos. Contra controlo e contra o mirror match, onde há tempo para o Oversold fazer a diferença, esta carta pode acabar por ganhar o jogo sozinha. Já não jogo com isto há anos, mas, na teoria, deve funcionar (espero eu :p)

Oblivion Ring - Ao olhar para o Maindeck, há uma coisa que salta á vista: não temos maneira de matar bixos q custem 4 ou mais de mana. Os rings estão aqui para colmatar essa falha (o que de maindeck é uma aposta, já que o formato está muito rápido) epara ajudar nos matchups em que as jittes fazem a diferença. Não se esqueçam é que os rings servem tb para inutilizar outros rings. Não se esqueçam disso, tanto do vosso lado, como do lado de um oponente que também os tenha...

Eternal Witness - Neste slot queria por algo que me ganhasse a luta de jittes (porque é importante em muitos matchups), mas também não queria algo muito linear. Pensei em Viridian Shaman, mas era demasiado especifico. Depois tive esta ideia. Básicamente a witness é mais uma jitte com um bicho 2/1 agarrado. Tendo em conta que a jitte é lendária, a ideia é usar a minha jitte para partir a do adversário e depois usar as witnesses para ter supremacia de jittes. Gosto especialmente desta ideia porque contra controlo é uma maneira de ganhar vantagem de cartas. É sempre bom quando uma carta de sideboard faz o seu trabalho e é, ao mesmo tempo, uma carta sólida e potente no geral.

Engineered Explosives - Contra elfos, fadas, zoo e outros matchups, precisamos de algum mass removal. Este tem a vantagem de ser versátil, e, bem jogado, unilateral. É uma carta muito potente e ter a hipótese de ter o 4º no deck é valiosa.

Ethersworn Canonist - A razão é a mesma que em cima, mas em relação a decks como Elfos e Storm. A canonista é um pesadelo contra combo e merece o seu lugar ao sol.

E com isto acabo a minha explicação do Sideboard. Repare-se que ainda não joguei um único jogo com este deck. Tudo o que estão a ver é puramente mental e pode estar errado, mas não deixa de ser um exercício útil.
Amanhã: planos de sideboard nos diversos matchups esperados.

Até lá, não percam os Previews de Conflux no Blog do MadCat.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um Exercício Mental: Doran

O que eu proponho hoje é que me acompanhem num exercício que eu gosto de fazer: construir um deck do Zero. A ideia é, só com experiência de um formato e sem qualquer playtesting do deck e das suas interacções, criar uma lista que, teoricamente quebre o formato. É lógico que isto nem sempre resulta num deck ganhador, nem conseguimos quebrar um formato com meia dúzia de pensamentos, mas o objectivo não é esse, mas sim exercitar as nossas capacidades e entender o formato (estudá-lo e dominá-lo por assim dizer).
Para começar, temos que escolher o formato a quebrar e como parece que Extended está na moda, vamos por ai. Primeiro temos que avaliar o que compôe o formato de extended. Neste momento diria que o formato é composto, principalmente,  por Elfos, Tezzereth , Zoo, Desire (em várias formas) e Fadas tendo alguns jogadores optado por Affinity porque, embora não sendo o melhor deck, pode apanhar qualquer adversário desprevenido. Mas comecemos pelo ínicio: Geralmente, ao montar um deck de metagame, eu enveredo pela combinação BG, mais conhecida como Rock (se bem que rock era um deck que tinha estas cores mas que jogava de outra maneira... mas este não é um post sobre história...). Dentro do ambiente de Extended, rende adicionar uma terceira cor e usar o bem conhecido arquetipo Doran. Doran é o deck que consegue ganhar a todos os decks em deterimento de outros matchups. O que isto quer dizer é que num formato fechado, com poucos decks, Doran é o melhor deck porque pode jogar com respostas potentes para problemas especificos. Dito isto, é esta a minha arma:)
Assim, começamos com a espinha dorsal do deck: 

As criaturas mais potentes do formato

Doran, The Siege Tower (5/5 por 3 de mana? e ainda faz o goyf ficar maior? Rídiculo)
Tarmogoyf (a melhor criatura de 2 de mana da história? Não sei, mas é estúpidamente grande)
Dark Confidant (pequeno, mas faz o seu trabalho. Se ficar na mesa durante um par de turnos, ganha o jogo sozinho... é mais um Planeswalker do que uma criatura lol)

Disrupção

Thoughtseize (Descarte localizado é a melhor maneira de lidar com decks de combo enquanto o resto do deck trata de dar 20 pontos de dano o mais depressa possivel.)
Ethersworn Canonist (A maior parte dos decks de combo precisam de resolver vários spells por turno para arrancar. O Canonista é um monstro contra esse tipo de decks)

Remoção

Smother (a maior parte das criaturas no ambiente morrem para este spell)
Umezawa's Jitte (um equipamento que ganha jogos sozinho e que, uma vez tendo contadores, consegue conter o deck de elfos sozinho...)
Engineered Explosives (Com as maiores ameaças do formato a custarem 3 ou menos e, na sua maioria, 2 de mana, esta está a tornar-se rápidamente na melhor carta de removal do ambiente. Em Doran não é brilhante como noutros decks, mas o efeito que tem contra elfos, Zoo, fadas e Tezzereth (mais concretamente contra a Ensnaring Bridge) justifica estar de main.

Aceleração

Birds of Paradise (Um Doran ao 2º turno é uma jogada a que poucos decks conseguem responder. Para além disso, o Bird dá mana de todas as cores do deck e, com um Doran em jogo, até ataca.)
Chrome Mox (O melhor acelerador do Formato. O deck não suporta 4 porque a vantagem de cartas é um conceito fundamental no deck, mas a melhor jogada possivel deste deck é confidant ao primeiro turno ou, contra combo, canonista ao primeiro turno.)

E o primeiro passo está completo. Já identificámos as partes inalteráveis do deck e já acrestámos cartas especificas contra os decks que definem o metagame. A seguir precisamos de decidir a base de mana e o Sideboard. 
Quanto á base de mana, eu sou fã de terrenos não básicos, mas não quero perder jogos estupidamente para Magus of the Moon, por isso convém manter a base de mana equilibrada. É indispensável jogar com 4 Treetop Village, já que é a melhor ManLand do formato e uam das bases do deck. Além disso quero jogar com 6 Fetchs. 4 Windswept Heath são obrigatórias, já que são as únicas que vão buscar terrenos básicos de 2 tipos dos que nós usamos. Além disso, usamos 2 fetches pretas (é o normal em qualquer Doran). Como é irrelevante, uso uma Polluted Delta e uma Bloodstained Mire. No que toca a duals, uso 1 de cada de Overgrown Tomb, Godless Shrine e Temple Garden e 1 Tomb e uma Shrine extra para o caso de a primeira ser destruida e para dar mais consistencia á base de mana. O resto são terrenos básicos. Assim, esta é a lista a que cheguei:

Criaturas
4 Birds of Paradise
4 Tidehollow Sculler
4 Tarmogoyf
4 Dark Confidant
4 Doran, The Siege Tower
3 Ethersworn Canonist

Outras Mágicas
4 Thoughtseize
4 Smother
3 Engineered Explosives
3 Umezawa's Jitte
2 Chrome Mox

Terrenos
4 Windswept Heath
4 Treetop Village
2 Plains
2 Forest
2 Swamp
2 Overgrown Tomb
2 Godless Shrine
1 Temple Garden
1 Bloodstained Mire
1 Polluted Delta

E foi esta a lista a que cheguei. Olhando para ela outra vez, até ponho a hipótese de tirar as Moxes do deck para incluir 2 Elves of eep Shadow. A aceleração da Mox é melhor, mas o elfo é uma criatura que pode carregar uma Jitte.
Pensem nisso e amanhã falamos de Sideboard.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Promoções

A época Natalicia, além de ser secante para quem não gosta das familias, é caracterizada por 2 coisas fundamentais: Férias (para quem ainda anda na escola) e Promoções (para os adultos). Geralmente é nesta altura que se decidem as promoções em algumas empresas. Fazendo um pouco a ligação ao trabalho, devo dizer que levei o que, no mundo do Magic se assemelha a uma promoção. É verdade. Este fim de semana estive a falar com o novo editor do MagicPortugal (ou melhor, ele esteve a falar cmg) e soube que este blog vai passar a ter um link noMagicPortugal e, adicionalmente, foi-me pedido para escrever para o dito Site.
Há já algum tempo que tinha pedido ao Coimbra para por um link para aqui, para divulgar o blog e já lhe tinha dito que escreveria para o site, mas só se tivesse a certeza que usavam o meu material (não me apetece perder tempo a escrever um artigo e depois arumá-lo num canto escuro do meu PC). A verdade é que o Coimbra tem mais em que pensar e entre a sua carreira no Magic, o Poker os estudos e mais 1001 coisas que tem na vida acabou por nunca me dar feedback. O Coimbra é um tipo porreiro, mas o dia dele também só tem 24 horas e o tempo não dá para tudo.
É por isso que fico contente com mais esta promoção do Pedro Carvalho a Editor. Pode ser que tenha tempo para restaurar a glória ao site. Eu vou fazer o que puder para ajudar.

Concluindo, era só para desejar boa sorte ao Pedro neste seu projecto e agradecer o convite que me fez :)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A vida tá dificil

Como já devem ter reparado, esta semana ainda não postei nada aqui. A razão é muito simples: Esta semana mudei de funções no trabalho e tive que perder uns tempos a apanhar o jeito da coisa. Requer aprender noções novas e organizar mentalmente o meu trabalho. Não tive com tempo para postar no trabalho. Além disto, esta semana estive envolvido num torneio de Ténis na escola onde treino, o que também me ocupou algum tempo, e ainda tive que ir a casa do Puto Tiago ver se lhe arranjava o PC (já agora, ainda vou ter que lá voltar, porque não ficou tudo pronto).
Como vêm, esta semana não foi das mais fáceis. De qualquer maneira, amanhã ou segunda-feira volto ao activo.

PS: esta paragem de uma semana serviu também de protesto ao facto de o MaDcAt estar há quase um mês sem fazer um post no seu blog.... Inadmissivel...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Legacy Tech: Ad Nauseum

Hoje está-me a apetecer excrever um pouco de Legacy. É giro, porque é um formato desconhecido para mim. Nunca o joguei, já o vi ser jogado, mas em poucas ocasiões, mas tenho acesso a todos os decks que vão saindo e estou mais ou menos actualizado em realação aos metagames. Isto tudo junto faz com que eu tenha um processo de pensamento em relação a Legacy, que tenha teorias e opiniões, mas que ao mesmo tempo reconheça que posso estar completamente errado, porque tudo o que sei é produto da minha experiência em outros formatos e em 0 experiência no formato em questão.
Dito isto, gosto de explorar alguns decks de combo do formato e perceber se realmente são competitivos. Anteriormente escrevi aqui sobre uma versão de Belcher que ganhava em Goldfish consistentemente ao primeiro turno mas que contra decks com Force of Will era fraca. A questão é que o deck era fulminante, mas só arrancava uma vez e uma Force na altura certa era suficiente para matar o deck. Sim, havia sideboard, mas fiquei com a sensação que talvez fizesse sentido ter uma combo mais lenta mas mais resiliente a controlo. Afinal, acho que nenhum deck de beatdown mata ao primeiro turno, por isso rapidez só interessa no mirror, certo? Bem, pensando nisto fui á procra de um deck que embora mais lento, fosse capaz de ganhar a controlo.  Vi várias listas, mas nenhuma me agradou muito. Ou eram listas de Belcher, deck que já tinha uma lista que me agradava, ou era uma combo extremamente frágil. No meio desta pesquisa, saiu Shards of Alara e com ela, uma carta que, na minha opinião, vai revolucionar Legacy: Ad Nauseum. Sinceramente acho que esta cartas é demasiado poderosa para o formato. Se não se deixa estar no formato uma carta como Mind's Desire, ter uma mágica parecida a custar menos 1 de mana não me parece saudável. Esta carta é uma combo sozinha. Para ganhar é apenas preciso ter 5 de mana e jogá-la. É isso. Chega perfeitamente.
Passados uns tempos, verifiquei que o resto do mundo concordava comigo (pelo menos uma parte) quando começaram a aparecer decks baseados nesta bomba de legacy. De todos esses decks, construi uma lista para jogar e testar quando finalmente tiver a oportunidade de ir a um torneio de Legacy :). Para os interessados, aqui fica:

Ad Nauseum Combo

Criaturas
3 Simian Spirit Guide

Feitiços
4 Rite of Flame
4 Burning Wish
3 Infernal Tutor
2Ponder
1 Empty the Warrens
1 Tendrils of Agony
1 Ill-Gotten Gains

Instantaneas
4 Dark Ritual
4 Orim's Chant
4 Brainstorm
3 Mystical Tutor
3 Cabal Ritual
1 Ad Nauseum

Artefacto
4 Lion's Eye Diamond
4 Lotus Petal
4 Chrome Mox

Terrenos
4 City of Brass
4 Gemstone Mine
2 Undiscovered Paradise

Sideboard
4 Shattering Spree
4 Xantid Swarm
1 Cabal Therapy
1 Duress
1 Ill-Gotten Gains
1 Diminishing Returns
1 Tendrils of Agony
1 Grapeshot
1 Empty the Warrens

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Post Extra: Para os mais desatentos

Para os mais desatentos, venho por este meio informar que a partir de hoje, este blog tem um novo brinquedo. Se repararem bem, no fim de cada post está uma secão chamada "Reactions" onde cada leitor pode avaliar o post. É uma maneira de dar feedback anónimamente e sem escrever nada. Agradecia que o usassem, até para eu ter uma ideia das preferências dos leitores quando estou a escrever para vocês.

Outra novidade (esta ainda para vir) vão ser os passatempos que vou promover através do blog. De vez em quando (ainda não sei a frequência) vou fazer um post com o Título "Passatempo". Este vai consistir de uma pergunta relacionada com Magic. O primeiro leitor a responder (e que não o faça anónimamente) receberá um prémio (geralmente uma carta de Magic Foil). Terei mais pormenores quando começar com o Passatempo (talvez para a próxima semana), mas entretanto decidi divulgar a novidade.

E é tudo. Não se esqueçam de ler o post a sério que fiz há umas horas... este é Extra :)

O Fim-de-Semana

Posso dizer que este fim-de-semana correu muito bem no que toca a Magic. No sábado fui á jogar extended á gargula e venci o torneio. Parece que fadas é mesmo um deck decente :). Fiz 4-0-1, empatando a primeira ronda, mas se tivesse mais tempo tinha ganho. Na última o Rodolfo concedeu para mim e splitamos o prémio (fiquei eu em primeiro e ele em segundo). Tivemos a jogar para o fun. Ele estava de Doran e ganhou 2-1,  mas nos 2 jogos em que perdi foi a jogo com mãos duvidosas que em torneio seriam Mulligan (e a verdade é que fiquei screw nos 2 jogos). Acho que o matchup é positivo, até porque com o draw que o deck de fadas tem, não é fácil para ele ter resposta para as minhas ameaças... Só tenho que manter os confidants dele fora da mesa e ter uma jitte activa o mais depressa possivel. Bem, +13 packs para a conta pessoal e ainda acabei por ir jantar ao Salvador com o Rui Leal (Ganda Leal. Jantar com este gajo é sempre um fartote. Passámos o jantar a rir).

Domingo, lá fui com o Moura para a final da Liga Moita (na loja do Calhau). o Puto Tiago e o Castro também foram, mas só para ver os jogos e fumar Shisha... :)
Ia com a ideia de draftar Exalted, mas no primeiro pack tive que passar um Rhox Charger para picar um Sigil of Distinction e acabei por draftar Naya Beatdown. Tinha um deck com cartas boas (bem decentes até), mas estava preocupado porque só tinha 17 jogáveis. Tive que encher o resto do deck com cyclings e criaturas menos boas. As boas noticias foram que eu e o Moura estávamos a montar os decks na mesma mesa, o que queria dizer que só nos encontravamos na final. Tendo em conta que estavamos a splitar o prémio, não podia ser melhor. :)
No primeiro jogo, tive um arranque mau. Aconteceu o que eu temia e comprei a metade má do deck. Mesmo assim deixei o meu oponente a 1 de vida e morri no turno a seguir. O jogo é assim, há que baralhar e preparar o próximo jogo. No segundo jogo correu tudo bem. Sairam os bixos bons, removal e sigil, o que, na prática, quis dizer que matei ao 6º turno. ganda arranque :). O terceiro jogo não fui tão brutal, mas ele só comprou bixos de um de defesa e eu fiz 2º turno Steward of Valeron, 3º turno Vithian Stinger e 4º turno Mycoloth com 4 marcadores. Uma 8/8 ao 4º turno a meter 4 putos 1/1 por turno geralmente chega.
A 2ª ronda foi contra o Calhau. Perdi 1 jogo pq só comprei 3 spells e o resto foram terrenos, mas nos outros 2 rulei... bem, melhor dizendo, quem rulou foi o Mycoloth que num dos jogos ficou uma 8/8 bem cedo e ganhou o jogo sozinho e no outro, com ele a 6 de vida, baixei um Mycoloth 6/6 e fiz Soul's Fire. Correu bem e eu tava na final, com uma ajudinha da Sorte e com uma grande ajuda do Big Mike (Mycoloth).
O Moura ganhou a sua bracket também e concedi para ele na final para não lhe tar a chimpar pontos (e a verdade é que o deck dele era mt melhor do que o meu). Viemos para casa com 25 packs cada um, que era o máximo que podia acontecer (30 packs para o primeiro e 20 para  segundo).

Bem, e foi assim o meu Fim-de-Semana. Bem, giro não?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fernando Pessoa

Desta vez apeteceu-me escrever um post diferente. Uma espécie de Hibrido... Enquanto que o tema continua a ser Magic, vou tentar ser um pouco educativo e ajudar o pessoal do 12º ano a ter melhor nota a Português (escusas de agradecer Moura ;p).
Para mim, o Fernando Pessoa foi o melhor escritor da história do Mundo. A maneira como ele escrevia e a quantidadede obras que tem são simplesmente barbáricas. Pessoa (que viveu entre 13 de Junho de 1888 e 30 de Nevembro de 1935) foi um génio da escrita e do pensamento que estava á frente do seu tempo e, na maior parte da sua obra, até á frente do nosso. Muito do que Pessoa escreveu é ainda um mistério para os estudiosos, mas numa coisa todos concordam: Pessoa era um visonário.
Poderia estar aqui a escrever sobre Pessoa horas a fio. É, sem dúvida, o Português que mais admiro em toda a nossa história, mas a ideia é falar de Magic e se bem que Fernando Pessoa não está directamente ligado ao Magic, uma das suas Obras (talvez a mais famosa), a Mensagem, está.
Para quem não conhece, a Mensagem é um livro de poemas escrito por Pessoa que é, na sua essencia, como que um perfil do Povo Português.
O livro é dividido em 3 partes: Brasão, Mar Português e O Encoberto. Enquanto que as 2 primeiras partes tratam do passado do nosso pais, a terceira parte trata do presente (digamos, de Portugal no século XX) e acima de tudo do Futuro. Como que um profeta, Pessoa afirma que, como no passado fomos os pioneiros do Mar, seremos, no futuro, os pioneiros do Pensamento. Pessoa fala de um Quinto Império que será grandioso, á semelhança do passado colonial Português, mas no dominio mental, em vez do já ultrapassado dominio fisico. Pessoa acreditava que Portugal se iria transformar numa potência do Pensamento.
Acreditando ou não em Pessoa, a verdade é que os Portugueses, mesmo com poucos recursos, têm provado ser dos povos mais capazes do planeta e dos mais interessados em novas tecnologias. Como previu Pessoa há quase um Século, a Coragem que nos levou a enfrentar os perigos desconhecidos dos mares, levanos agora a explorar o pensamento. E tal como ele previu, estamos a provar ser bons nisso.
Por esta altura devem estar a pensar onde está o Magic no meio disto tudo, mas não é evidente? Um pais tão pequeno como o nosso tem o actual melhor jogador do Mundo, tem 5 jogadores que já jogaram top8s de Pro Tours e alguns mais que, com algum treino e preserverância, lá chegarão. Dado o tamanho de Portugal, somos uma potência do Magic. Espanha, que tem o triplo do tamanho de Portugal, não tem metade da nossa exposição no Mundo do Magic. Pensem nisso.
Eu pessoalmente acho que o Pessoa tinha muita razão e acho que a revolução de que ele falou está já a acontecer... A verdade é que nós Portugueses estamos já tão habituados a ser pequenos, que nem quando somos "agredidos" pela grandeza nos apercebemos dela... Pelo menos no Magic, que tenhamos orgulho em ser portugueses e gritemos a uma voz "Márcio para Nivel 8... Portugal está contigo Puto..."

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O melhor Jogador do Mundo

Se eu vos perguntasse (como estou a perguntar agora) qual é, na vossa opinião, o melhor jogador do mundo na actualidade, qual seria a vossa resposta? De certeza que ocorrem muitos nomes a cada um. Talvez o Luis Scott-Vargas por ter ganho o último Pro Tour? Talvez o Shuhei Nakamura pela sua regularidade nos eventos profissionais?
A verdade é que existe um indicador que clarifica precisamente este aspecto do jogo. Chama-se rating e, para quem não está familiarizado com o termo, todos os jogadores começam a sua carreira de Magic com 1600 pontos e vão perdendo e ganhando pontos conforme ganham ou perdem jogos. A fórmula usada para calcular este número é compleza, mas diz-se que reflete a qualidade de jogo de cada um.
Cada jogador tem (entre outros) um rating de constructed e um rating de limited (que reflectem a sua qualidade em ambos) e um rating chamado composite que é a média dos dois e, pela lógica, indica a qualidade global do jogo de cada um (nos diversos formatos). Assim, pode-se argumentar que quem tiver, num dado momento, o valor mais alto neste rating, é o melhor jogador da actualidade, certo?
Pois, se olharem com atenção para esta lista (disponivel em www.thedci.com), vão ver que no primeiro lugar está um individuo a que os americanos chamam de Mársiô Cárváiô. Não, não é um jogador oriundo da Europa de Leste, mas sim o 100% Português Márcio Carvalho.
É com grande prazer que anuncio o regresso do Márcio ao lugar que lhe pertence: Nº1 do Mundo. Por tudo o que já conquistou no Magic e por tudo o que vai conquistar no futuro (inclusivé o Nivel 8 no Pro Player's Club que eu tenho a certeza que ele vai conseguir atingir este ano) é com muito gosto que dou os parabéns ao Puto. Está na altura de mostrares ao resto do Mundo aquilo que os todos os Tugas já sabem: Que é so melhor jogador de Magic á face deste planeta....


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os 10 melhores jogadores de Limited em Portugal

Caso não tenham reparado, o meu ultimo post neste blog teve um comentário interessante. eu ia responder na própria página do comentário, mas decidi fazer um novo post sobre isso... Se quiserem ler o comentário é só irem ao post anterior e entrarem na secção de comentários (para já é o único que lá está, mas caso apareçam mais, é o primeiro).

Em resposta á tua primeira questão, concordo completamente que o Frederico Bastos é um dos bons jogadores de Limited em Portugal. Então porque não o mencionei? Simples, esqueci-me. Não, estou mesmo a falar a sério. Eu estive a arbitrar o Evento (era o Head Judge) e como tal, tinha mais com que me preocupar do que com a constituição do Top8. Quando escrevi o post, tentei lembrar-me dos jogadores, mas como o Bastos estava a jogar a um canto da sala, não me lembrei dele. Como me faltava um jogador, presumi que fosse um n00b e que, por isso, não sabia quem era. Já agora aproveito para pedir desculpa ao Fred. Não foi de propósito..

Quanto aos melhores jogadores de limited no PTQ, vou dizer 10 nomes, mas não kero estar a fazer um ranking, até porque acho dificil dicidir entre alguns lugares. Aqui vai, por ordem alfabética:

Daniel Moura - Acho que não preciso de falar mais do Rei Moura. Todos sabemos do que ele é capaz e não é o desastre que foi o PT Berlim que vai mudar isso.

Diogo Mendes - Talvez o pior jogador do grupo de Mem Martins. Mas aquilo é só foras de série, por isso mesmo o pior tem muito valor. E são todos divertidos, por isso vale a pena aturá-los.

Filipe Constâncio - O Fifi ás vezes tem umas pancadas dignas de um puto de 5 anos que acha que a Akroma é a melhor carta da História do Magic, mas quando o seu cérebro acenta e raciocina como o de uma pessoa normal, é um jogador de limited acima da média. Não acontece é muitas vezes...

Igor Barreiras - o Dr. 9-0. Qualquer gajo que faça 6-0 em limited no Nacional merece ser incluido nesta lista.  Eu sei que disse que não ia distinguir entre os 10, mas acho que o Igor, o Moura, o puto Tiago e o Mauro estão acima dos outros. O facto de o Igor ser um gajo que mete toda a gente a rir, faz-me pô-lo no número 1. São gajos com o Igor que fazem o jogo valer a pena e o seu sentido de humor faz-me avaliá-lo sempre acima de outros jogadores com o seu skill. Afinal Magic não são só as cartas... É também o convivio...

João André - O pirata é um gajo porreiro. Discreto, risonho e parece que nunca sabe o que está a fazer durante o jogo. Mas não se enganem pelo seu tremer. Ele não está a ter um ataque epiléptrico, está a pensar. A cena é que o cérebro dele funciona com rotores e enquanto vocês pensam que ele se está a borrar de medo de vocês, a verdade é que ele está a pensar na melhor maneira de vos limpar o sebo...

Mauro Peleira - Numa palavra defino o que este Senhor (sim, com S grande) significa para mim no mundo do Magic: Respeito. É um jogador formidável, com um grande curriculum (aqui há uns anos decidiu pegar na sua mota e num amigo e ir jogar um torneiozito. Acabou Campeão Nacional) e com uma grande simpatia (já disse que esta é uma caracteristica dos jogadores de Mem Martins?). É dos jogadores mais coerentes que conheço e só fala do que sabe. Tem sempre uma grande disponibilidade de ajudar os outros e adora discutir teoria do Magic. Apesar dos seus resultados não estarem a par de um Márcio Carvalho ou de um Tiago Chan, continua a ser um dos meus jogadores favoritos até pela maneira saudável como encara o jogo.

Narciso Ferreira - Muita gente vai perguntar-se "Porquê o Narciso?". Eu pergunto o mesmo. A verdade é que o Narciso tem um estilo de quem não sabe jogar e quem o vê jogar pensa que ele é n00b. Dito isto, o Narciso é um jogador aplicado que está sempre a tentar melhorar, tem muita confiança e já apresentou resultados... A questão aqui não é se o Narciso é bom jogador ou não, isso vê-se pelos resultados.. A questão é se nós somos piores jogadores por não conseguir perceber o quão bom ele é no mundo das 40 cartas.... Pensem nisso.

Pedro Pereira - O amigo Roça tem que fazer parte desta lista. É o jogador mais velho dos Habitués dos bons resultados do Magic Português, mas ao mesmo tempo consegue ser o mais puto. É uma das pessoas que eu mais curto no Magic, não só pelo seu talento, mas acima de tudo porque é, como eu, um jogador a part-time. A vida de adulto não dá muito tempo para o Magic manter-se no topo com mulher e filhos não é fácil. É capaz de ser o gajo que mais mérito tem nesta lista.

Sérgio Preto - Eu não conheço o Sérgio muito bem, mas vê-lo jogar é o suficiente para perceber a sua qualidade. É um individuo muito calado (pelo menos pela experiência que tenho), mas deixa o seu jogo falar por si. Querem saber quão bom é o Sérgio no Magic? Vejam a sua prestação nos torneios em que participa....

Tiago Fonseca - Last But Not Least. O puto Tiago é um excelente jogador e é sempre uma surpresa quando não está no top8 de um evento. Eu prevejo que ele ainda vá ganhar um PTQ esta época e não acho que vá demorar muito (se calhar, já o próximo??, mas independentemente disso, é um dos poucos que eu acho que um dia poderá chegar ao nível do Márcio (e só acho isso dele e do Moura). É sem dúvida um grande jogador e um gajo muito divertido (quando não está a perder) e apesar de já o ter desqualificado de torneios em 2 ocasiões, é, de longe, o meu jogador favorito...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PTQ: Kyoto em Cascais

Este fim de semana realizou-se o primeiro (de 4) PTQ para Kyoto em território nacional. O evento teve lugar no Hotel Baia em Cascais e contou com 70 jogadores.
Devo dizer que o formato é tão degenerado como eu pensava. Em sealed, o skill é completamente irrelevante e a única coisa que conta é abrir bombas. Ganha quem tiver acesso ás melhores bombas e consiga comprar os terrenos certos para as baixar... É evidente que em decks parecidos o skill dá uma certa vantagem, mas é mais importante a pool do que a capacidade de cada jogador. Isto faz (e fez em Cascais) com que o Top8 seja aleatóriamente dividido entre bons e maus jogadores, o que me desagrada. Por um lado gosto da ideia porque me dá uma hipótese de fazer top8 abrindo a pool certa, mas por outro lado, não acho que o Magic deva ser assim...
No entanto, há uma coisa boa: O Top8. Nesta fase os maus jogadores espalham-se ao cumprido e os bons jogadores constroem bons decks que lhes dão uma grande vantagem. Assim, dakeles que chegam ao Top8, o melhor jogador tem tendência a prevalecer...

Foi assim que aconteceu em Cascais. o Top8 teve 3 jogadores excelentes (Daniel Moura, Igor Barreiras e Mauro Peleira). dos 3, o Igor ganhou o evento e os outros 2 só perderam para ele. Draft de Shards parece ser para homens de barba rija e onde os melhores se conseguem evidenciar. Todos os maus jogadores no top8 foram arredados na primeira ronda (felizmente eram só 4 e estavam 1 em cada jogo) e os bons só perderam para outros do seu calibre.

Keria também destacar os 2 jogadores que chegaram á final (Igor Barreiras e Mauro Peleira). Dois dos melhores jogadores que este pais tem e, sem dúvida, 2 dos mais simpáticos, conhecedores e humildes Campeões Nacionais que já tivemos. O Igor ganhou, mas este confronto fez-me desejar que o torneio tivesse 2 convites, face á qualidade dos finalistas.

É interessante que quando o Mauro ganhou o Campeonato Nacional, toda a gente dizia que foi sorte e que era mais um barno com sorte com um deck que jogava sozinho (affinity). A verdade é que á medida que o tempo foi passando, toda a gente se começou a perceber de que o Mauro percebe do jogo. É um estudioso do Magic e gosta de partilhar o seu conhecimento e de ajudar os outros. É pena que, desde que a Comunidade de Magic Portuguesa descubriu o potencial real do Mauro Peleira, ele não tenha voltado a ganhar um título. Espero que esteja para breve, porque se há alguém que merece reconhecimento pelo seu talento, é o Mauro. Eu, por mim, fico á espera de lhe dar os Parabéns brevemente. Acho sempre bem quando coisas boas acontecem a pessoas boas....

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Á Conquista de Berlim

Hoje ouvi uma noticia que me deixou ainda mais orgulhoso (do que costume) em ser português. É verdade que Portugal está em crise e que o pais em si não é dos melhores para viver, mas no que toca a pessoas, nós, os Portugueses somos, de longe, o melhor povo do mundo. Somos os mais hospitaleiros, simpáticos e corajosos e a nossa coragem deixa-nos sempre na vanguarda do mundo (mesmo quando estamos de bolsos vazios). É a coragem de pessoas como os nossos paraolimpicos que faz a nossa força. Muitos têm dificuldade em viver numa cadeira de rodas, mas nós portugueses, mesmo com essa contrariedade, vamos á competição e dominamos o mundo. Não somos todos assim, mas em certos pontos (como por exemplo a nossa selecção de Rugby) vê-se a nossa garra. Podemos não ser os melhores, mas em alma, niunguém nos bate.....

Mas voltando á noticia, um investigador Australiano reclama que o primeiro Europeu a pisar o solo Australiano não foi o Comandante Cook, como é universalmente aceite, mas sim o Comandante de uma frota portuguesa que, no século 16 descubriu esta ilha. Ora, na altura a ópera de Sydney ainda não existia e a Austrália era principalmente constituida de Areia, Kangurus, Dingos e Ornitorrincos. Ora, areia já nós tinhamos na praia, dingos são básicamente cães em ponto pequeno e os kangurus são dotados de um boxe fantástico. Restavam os Ornitorrincos como algo de útil (e apenas para rirmos da sua figura) o que não valia a viagem de meses (tal como agora não vale a viagem de 24 horas). Visto isto, os Tugas voltaram para casa e nunca mais se falou por estas bandas da Austrália. A verdade é que recentemente se encontrou um canhão português datado do século 16 numa praia australiana. Há que admitir, nós eramos mesmo bons na cena de partir á conquista do desconhecido.

E é aqui que entra o Magic e o Pro Tour... quando ouvi esta noticia não pude evitar de fazer a comparação á demanda dos Tugas no Pro Tour, á conquista de um metagame desconhecido. A comitiva lisboeta já apurada consiste no Márcio Carvalho, Daniel Moura, Frederico Bastos, Frederico Costa e Filipe Constâncio (desculpem não pôr os jogadores das outras partes do pais, mas não sei ao certo kem vai e não kero cometer erros). Além deles temos mais alguns jogadores apurados no resto do Pais e ainda algumas almas que vão tentar a sua sorte no LCQ. No meio disto, vamos ter um Pro Tour com um forte contingente Português.

Estes rapazes vão rumo ao desconhecido, meter-se nas mãos do Monstro Adamastor e, como os seus antepassados, vão enfrentar o monstro sem medo e com vontade de vencer. Admiro a bravura de todos eles, mas tenho sinceramente esperança de que tenhamos mais uma vez um português no Top8 (e daí, qualquer um dos 8 primeiros pode ganhar.. é só uma questão de sorte). Há 2 jogadores nos quais eu tenho confiança e que acho que vão fazer um bom resultado: Márcio Carvalho e Daniel Moura.

Já falei destes 2 indivíduos vezes sem conta neste blog e volto a mencionar os seus nomes. Porquê? Porque são dos jogadores que mais admiro neste jogo. Por um lado, o Márcio é, de longe, o jogador com mais natural skill que eu alguma vez vi. Isto associado a algum treino e á confiança (que nunca lhe falta), fá-lo ser candidato a ganhar qualquer torneio de Magic neste planeta, seja onde for, participe quem participar. Por outro lado, o Moura está sempre a surpreender-me com a sua ambição e á vontade perante o jogo. É fácil dizer que se vai ganhar, mas cumprir sempre a promessa? Já vi o Moura a ganhar Pré-releases X-0 (isto é, sem empatar a última ronda), a jogar a última ronda de drafts porque tinha a certeza de que ia ganhar e não queria perder pontos com o empate, já o vi a prometer vitória num PTQ e a corresponder (sem ceder uma única ronda..é verdade 5-0-2 no suiço e 3-0 no Top8). Ultimamente (este fim-de-semana) o Moura ficou-se pelas meias finais do PTQ perdendo só para o (também) Grande Igor Barreiras, o eventual vencedor do evento e passeou-se num torneio de Extended com um resultado perfeito de 5-0 com 100% de Game Win (é verdade.. o Rei Moura fez 10-0 em jogos no último torneio antes do Pro Tour).
Sinceramente, ficarei desiludido se um destes 2 jogadores não fizer top8 no Pro Tour (eu sei que é o primeiro Pro Tour para o Moura, mas mesmo assim ele nunca pára de me surpreender). Tenho o feeling que Portugal vai voltar a conquistar o Mundo e, desta vez, num sitio onde não há mar.

Por fim quero deixar uma mensagem aos 2 jogadores que mais me dizem neste Pro Tour: Daniel Moura e Filipe Constâncio. Eu comecei a jogar com estes 2 ainda eles não sabiam pegar nas cartas correctamente. Vi-os a crescer no Magic, a sonhar (e nessa altura só se atreviam a sonhar) com um Top8 num PTQ e a transformarem-se em jogadores de topo que ficam desiludidos quando não se qualificam para o Top8 de um PTQ. Cresceram, aprenderam a jogar melhor, ficaram mais criticos, mais ambiciosos e mais seguros de si mesmos. Eu sei que o futuro lhes reserva grandes vitórias, mas espero sinceramente que este Pro Tour seja a primeira e que lhes exceda todas as expectativas. Eu não estarei lá, mas vou estar a fazer refresh ao broswer de 5 em 5 segundos e vou ver o top8 em directo se um de vcs lá estiver. Digamos que estarei com vocês em espirito.... Espero que chegue e boa sorte para todos....

PS: Constâncio, um gajo brinca, chama-te Fifi, diz que és uma merda a jogar magic, mas acho que é óbvio que todos te curtimos bué e só te dizemos essas coisas porque a tua cara de chateado é cómica.O Magic não seria divertido sem ti porque, tirando o Igor, és o gajo mais divertido do Circuito. Dito isto, e brincadeiras á parte, por muito que eu diga que és uma merda (e és :p ), sei o teu valor e tenho plena confiança de que vais ter uma prestação memorável neste evento. De ti espero no mínimo um 50º lugar (é só metade de Hollywood... tu consegues), mas um top8 não me surpreenderia nem um bocadinho. O céu é o limite Fifi....

PSS: Moura e Fifi, Não estarei em Berlim para vos dar os Parabéns em primeira mão, mas vou estar aqui quando chegarem para vou enfiar uma puta de uma bebedeira pela guela abaixo e para vos ver a vomitarem os miolos.... É para isso que servem os amigos ;)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Preview do PTQ: Kyoto em Cascais

Passei horas a acertar o nível dos jogadores em Portugal, a estudar o ambiente, a ver quem se iria ambientar melhor ao formato, tudo isto para tentar perceber quem irá ganhar o PTQ de amanhã. Cheguei a algumas conclusões interessantes e com a definição de algumas variáveis, estava perto de adivinhar com alguma certeza o nome do Vencedor.
Nisto, o Moura telefonou-me e disse que ia jogar... Boa sorte para Odivelas pessoal, o PTQ de Cascais já tem vencedor....

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Shards Sealed

Bem, parecendo que não, já não escrevo para este blog há 15 dias. No entanto, sempre achei que é melhor escrever em qualidade do que em quantidade, por isso, espero que não me levem a mal.

Dito isto, hoje venho falar-vos de Sealed deck de Shards of Alara. Não vou dizer-vos qual a melhor shard, nem vou explicar a estratégia complexa do formato, nem nada disso. Vou apenas dizer-vos o que achei da minha experiência com o formato (mais tarde perceberão porquê).
Á parte de tudo o que é normal num formato de sealed (e há certas leis que se aplicam a todos), neste formato só interessa uma coisa: ter o bixo maior. O Formato é baseado na ganância de jogar com as cartas mais poderosas, independentemente do número de cores e ganha quem tiver as cartas mais abusivas. É claro que a consistência é importante, pq existem coisas como double blocks, truques de combate e removal que por vezes matam a criatura maior, mas a ideia é que qd o pó acenta, qd os truques já estão no cemitério e o removal já foi usado, é o jogador mais ganancioso (e com as cartas mais abusadas, independentemente do custo) que ganha. A conptrapartida é que formos demasiado gananciosos, acabamos por não chegar á parte do jogo onde as bestas farão a diferença. Resumindo, é preciso ser ganancioso, mas com tento.

Face a estes factos, decidi que não vou jogar mais este formato. Shards Sealed é mt baseado na capacidade de abrir bombas e de as conjugar com a base de mana de um deck. Se na segunda parte não tenho grandes dificuldades, na primeira sou horrivel. Raramente consigo abrir bombas de jeito e, neste formato, esse é um handicap ao qual não estou disposto a submeter-me. Isto aliado ao facto de eu não ser grande fã de Sealed deck, fez-me afastar do formato. Vou arbitrar 2 PTQs (Cascais e Almada) e vou observar o de Odivelas (vou mais destabilizar do que observar, mas para mim, 90% deste jogo é o convivio :D). Adicionalmente vou jogar no Porto, mas só porque quero ir (lá está, o convivio) e não me apetece passar o dia a olhar para o ar...

E é isto. Depois de 15 dias volto para dizer que odeio Shards Sealed. Podia ter estado a fazer algo de útil não era?

Luis Ribeiro